por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Investimentos
SÉRIE: APRENDA A INVESTIR EM RENDA FIXA E A MULTIPLICAR SEU DINHEIRO: INVESTIMENTOS EM CDB
Quem tem conta em banco, provavelmente já ouviu falar sobre os Investimentos em CDB, o Certificado de Depósito Bancário.
Acontece que poucos sabem exatamente o que é e como funciona o CDB.
Neste artigo da série: Aprenda a investir em renda fixa e a multiplicar seu dinheiro você vai entender tudo sobre os investimentos em CDB:
Primeiramente para entender o que é o CDB e como ele funciona, vamos analisar o porquê deste “Depósito Bancário”.
Vamos lá?
CDB: O PORQUÊ DO “DEPÓSITO BANCÁRIO”?

Quanto dinheiro você tem em sua conta corrente hoje?
Aquele dinheiro que fica lá parado, sabe? Pode ser que sobrou do salário, pode ser que você recebeu, mas ainda não pagou as contas…
Independentemente do quanto você tem (e se tem ou não), se é pouco ou muito, você já imaginou o montante de dinheiro que fica parado nas contas correntes de um banco?
Inegavelmente é um montante muito grande!
Acontece que de todas as pessoas que depositam ou recebem depósitos em conta corrente boa parte delas não sacam tudo de uma só vez.
Tanto dinheiro parado em conta corrente, é o que de certa forma contribuiu para a criação do CDB.
Da percepção dos bancários ao notarem que seus clientes depositantes não sacavam o dinheiro todo de uma só vez, é que surgiu a visão financeira de utilizar este dinheiro.
O CDB foi regulamentado em 4 de Julho de 1965 pela Lei Nº 4.728, mas somente a partir do Decreto Lei Nº 14, de 29 de julho de 1966 é que os bancos puderam iniciar a emissão desses títulos.
A partir de então, ao invés dos valores depositados ficarem parados em conta (depósitos à vista), os correntistas podem emprestar estes valores para os bancos (depósitos a prazo).
Quando os correntistas emprestam o dinheiro para o banco, o banco emite um Certificado de DEPÓSITO BANCÁRIO.
Não um certificado de papel físico! Hoje isso não acontece mais! A emissão é apenas virtual, um registro digital.
Portanto, o CDB é uma espécie de DEPÓSITO BANCÁRIO a prazo.
Não aquele que fica lá parado na conta corrente! Mas um depósito em que o banco pode utilizar o dinheiro.
Vamos entender melhor isso sabendo o que é o CDB e porque os bancos emitem esses títulos.
O QUE É O CDB?
Os CDBs são os títulos privados mais conhecidos pelos investidores, os bancos emitem os CDBs para captar recursos financeiros para financiar suas atividades de crédito.
Na prática, quando você investe em CDBs você está emprestando dinheiro para o banco emprestar para alguém.
O banco pega seu dinheiro e empresta para outra pessoa ou empresa através de produtos como o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), limite de cheque especial e capital de giro.
Nesta transação o banco paga os juros combinados para você, e recebe os juros combinados de quem emprestou.
Essa é uma das formas que os bancos ganham dinheiro, você sabia?
A remuneração do banco se dá pela diferença entre os juros que ele cobra de quem emprestou o dinheiro, e os juros que ele paga para você.
Na prática o banco não empresta dinheiro, neste caso quem empresta é você! ele apenas é um intermediador.
A emissão dos Certificados de Depósito Bancário é semelhante à emissão de outros títulos de renda fixa:
- Quando os bancos precisam de dinheiro para financiar suas atividades, eles emitem os CDBs, as LCIs (Letras de crédito Imobiliário) e as LCAs (Letras de crédito Agropecuário);
- Quando as empresas precisam de dinheiro elas emitem as Debêntures;
- Quando as financeiras precisam de dinheiro elas emitem as LCs (Letras de Câmbio);
- Quando o governo precisa de dinheiro ele emite os Títulos Públicos.
QUAL É O RENDIMENTO DO CDB?

Existem basicamente três tipos de CDBs:
- CDB-Prefixado
- CDB-Pós fixado
- CDB-Indexado à Inflação
CDB PREFIXADO
Quando você investe em um CDB prefixado, no momento da aplicação você fica sabendo o quanto vai receber de juros, e qual será o valor a ser resgatado no vencimento do título.
Por exemplo:
Você recebe uma proposta do banco para investir em um CDB prefixado pelo prazo de 1 ano, e nesta aplicação o banco irá lhe pagar uma taxa de 9% ao ano.
Se você investir R$ 10.000,00 neste título, ao final do prazo acordado você receberá de volta R$ 10.900,00 (valor bruto, mais a frente você verá o quanto de tributo você irá pagar).
Esta categoria de títulos é mais indicada para momentos em que a tendência da taxa básica de juros da economia (Taxa Selic) é de queda.
Quando você investe em um CDB prefixado, você “fixa” o rendimento que irá receber, você fixa uma determinada taxa de rendimento.
Se a taxa básica de juros cair, as taxas ofertadas para os investimentos em CDB também irão cair, investindo antes desta queda, você garante a taxa de rendimento maior.
CDB PÓS-FIXADO
Os investimentos em CDB pós-fixado são os mais comuns desta modalidade.
Quando você investe em CDBs pós-fixados você não sabe qual será a rentabilidade final do investimento, você não terá uma taxa fixa de 9%, por exemplo, como no CDB prefixado.
Ao invés disso, a rentabilidade estará atrelada a uma taxa de referência.
Em geral essa taxa é definida por um percentual da Taxa CDI (também chamada de taxa DI).
CDI – Certificados de Depósito Interbancário são títulos parecidos com os CDBs, porém só são negociados entre bancos. Quando um banco precisa de dinheiro para suprir suas necessidades de caixa ele pega emprestado de outro banco, assim ele emite um CDI para captar este dinheiro no Mercado interbancário. A Taxa CDI é calculada pela CETIP .
O valor dos juros e o valor a ser resgatado deste título serão conhecidos somente na data de vencimento, pois dependerá de quanto vai estar a taxa CDI no dia do resgate do título.
Por exemplo:
Você optou por investir R$ 10.000,00 em um CDB pós-fixado, e o banco vai lhe pagar uma taxa de 100% do CDI.
Supomos que na data do vencimento do título o CDI seja de 14,15% a.a (você pode consultar qual o percentual da Taxa CDI aqui):
Primeiro você calcula qual será a taxa que vai receber de rendimento:
100% do CDI = 14,15 x 100% = 14,15% a.a.
Depois é só multiplicar o valor investido pela taxa:
R$ 10.000,00 x 14,15% = R$ 11.415,00
Sendo assim, você receberá no vencimento do título R$ 11.415,00 (valor bruto! vamos ver mais adiante quanto você vai pagar de imposto).
Os investimentos em CDBs pós-fixados são mais indicados quando os juros estão em tendência de alta.
Se houver uma alta nas taxas de juros, a rentabilidade do CDB também será maior.
Quando o Banco Central, através do COPOM aumenta ou diminui a Taxa Selic, a Taxa CDI também segue o mesmo movimento para mais ou para menos.
O valor da Taxa CDI está sempre muito próximo do valor da taxa básica de juros da economia (SELIC).

No exemplo acima a taxa de rentabilidade do CDB é de 14,15%a.a, porém, se o COPOM resolver baixar ou subir a taxa SELIC, a rentabilidade do CDB irá acompanhar esse movimento.
CDB-INDEXADO À INFLAÇÃO
Esta é uma modalidade de investimento em CDB pouco comum e menos utilizada.
A rentabilidade dos CDBs indexados à inflação também pode ser chamada de rentabilidade mista ou híbrida, isto porque é uma mistura de uma taxa fixa + a variação da inflação.
Por exemplo:
CDB que paga a variação do IPCA + 5%a.a.
Neste caso já é sabido que haverá uma rentabilidade de 5%a.a, uma taxa fixa.
Porém, a rentabilidade total só será revelada no vencimento do título, quando então será possível saber qual foi a variação do IPCA do período.
Este tipo de investimento pode ser interessante para quem quer uma rentabilidade acima da inflação.
Isso porque independentemente da Inflação haverá um ganho real através da taxa fixa (no caso acima 5%a.a).
As características dos CDBs atrelados à inflação são semelhantes às dos Títulos Públicos Tesouro IPCA+.
PRAZO E LIQUIDEZ PARA APLICAÇÃO EM CDB

Não existe prazo mínimo para investimentos em CDB, os prazos são negociados e definidos com o banco emissor do título, e podem variar de banco para banco.
As condições de liquidez dos CDBs são definidas pelo banco emissor do título e vão variar de banco para banco.
Alguns CDBs oferecem liquidez diária, permitindo que você faça resgates em um dia útil, outros possuem prazo de carência para resgate e após o prazo de carência passam a ter liquidez diária.
Existem também os CDBs com vencimentos específicos que só permitem o resgate do título na data do vencimento.
Neste último caso é aconselhável manter o título até o vencimento, pois qualquer antecipação de resgate pode ter custos elevados e prejudicar os rendimentos.
QUAIS OS RISCOS DE SE INVESTIR EM CDB?

O risco de um CDB é se o banco emissor do título quebrar e não conseguir honrar com o compromisso.
Porém, para segurança do cliente investidor, vale salientar que a aplicação em CDB é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250 mil por instituição e por CPF.
Isso significa que se o banco quebrar o fundo irá devolver seu dinheiro garantindo o capital mais os juros até a data da falência do banco, no limite de R$ 250.000,00.
Se você dividir suas aplicações em vários bancos, com valores inferiores a R$ 250.000,00 por instituição você estará garantido pelo FGC.
Você pode acompanhar a atualização sobre limites de garantias do FGC aqui, e verificar quais as instituições participam do FGC aqui.
QUAIS SÃO OS CUSTOS E COMO O CDB É TRIBUTADO?

Nenhuma taxa é cobrada por uma aplicação em CDB.
Quanto aos impostos, incidem sobre os rendimentos do CDB o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR (Imposto de renda).
O IOF só será cobrado quando o resgate da aplicação for inferior a 30 dias.
O percentual a ser cobrado segue uma tabela regressiva que vai de 99% para 1 dia, até 0% para 30 dias, veja a tabela:
| Número de dias |
IOF (em %) |
Número de dias |
IOF (em %) |
Número de dias |
IOF (em %) |
| 01 |
96 |
11 |
63 |
21 |
30 |
| 02 |
93 |
12 |
60 |
22 |
26 |
| 03 |
90 |
13 |
56 |
23 |
23 |
| 04 |
86 |
14 |
53 |
24 |
20 |
| 05 |
83 |
15 |
50 |
25 |
16 |
| 06 |
80 |
16 |
46 |
26 |
13 |
| 07 |
76 |
17 |
43 |
27 |
10 |
| 08 |
73 |
18 |
40 |
28 |
06 |
| 09 |
70 |
19 |
36 |
29 |
03 |
| 10 |
66 |
20 |
33 |
30 |
00 |
Sobre os rendimentos dos CDBs também incidirá o Imposto de Renda, a alíquota a ser cobrada também vai depender do tempo de aplicação do título.
Quanto mais tempo o dinheiro permanecer aplicado, menos IR será pago, veja as alíquotas escalonadas:
- Rendimentos até 180 dias – 22,5%;
- Rendimentos até 360 dias – 20%;
- Rendimentos até 720 dias – 17,5%;
- Rendimentos após 720 dias – 15%.
COMO MELHORAR A RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS EM CDB?

É certo que todos queremos obter os melhores rendimentos não é mesmo?
Quanto mais nos educamos sobre o dinheiro, mais temos condições de melhorar nossas escolhas financeiras.
Quando falamos de investimentos, também não é diferente.
Apesar de se tratar de um dos investimentos mais conhecidos pelos investidores, muitos não se dão conta das possibilidades de maximizar a rentabilidade dos CDBs.
Isso ocorre muitas vezes por desconhecimento, ou até por confiar os investimentos ao gerente do banco (que na maioria das vezes não oferece as melhores opções de investimentos para você).
Fique atento! Ninguém vai cuidar melhor do seu dinheiro do que você mesmo, leia sobre isso aqui.
Até aqui você já compreendeu como funciona o CDB, agora vai descobrir como melhorar a rentabilidade dos seus investimentos em CDB.
DICAS DE COMO MAXIMIZAR SUA RENTABILIDADE NOS INVESTIMENTOS EM CDB
- Busque CDBs de bancos menores, geralmente esses bancos oferecem taxas maiores que os grandes bancos. (Investindo menos de R$ 250.000,00 por instituição você pode garantir uma rentabilidade maior com baixo risco);
- Não se prenda ao seu banco, busque outras alternativas. Você não precisa ter conta em vários bancos, você pode investir em vários bancos através de uma corretora.
- Se você pretende investir com o seu gerente, apesar das taxas de CDBs serem predefinidas sempre há margem para negociação, principalmente se forem valores relativamente maiores.
- Quanto maior o prazo do investimento maior será sua rentabilidade, portanto se planeje para não precisar sacar o dinheiro. CDBs com prazos maiores e diferenciados poderão aumentar sua rentabilidade.
No próximo artigo da SÉRIE APRENDA A INVESTIR EM RENDA FIXA E MULTIPLICAR SEU DINHEIRO vou lhe mostrar tudo sobre as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito Agrícola).
Quer receber mais informações sobre Investimentos? Inscreva-se GRATUITAMENTE no Guia das Finanças e seja o primeiro a receber atualizações.
Espero que este artigo tenha sido relevante para você, se tiver alguma dúvida deixe seu comentário logo abaixo!
Ótimos investimentos em CDB para você! 🙂
Sucesso e até o próximo artigo!
por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Planejamento Financeiro, Planejando as Finanças
Como administrar meu dinheiro? Preciso de muito tempo esforço e conhecimento especializado para isso?
Se você quer saber a resposta a estas perguntas, eu tenho uma boa notícia!
Você não precisa ser um especialista em finanças, um economista, um administrador ou qualquer outro profissional desta área para fazer seu dinheiro crescer a cada mês.
Não precisa viver uma vida de privações e sacrifícios para fazer uma poupança que garanta seu futuro.
Nem tão pouco precisa dedicar grande parte do seu tempo administrando seu dinheiro para manter as contas em dia.
Independentemente do quanto você ganha, se você realmente estiver disposto a administrar bem o seu dinheiro de uma maneira fácil e eficaz, basta seguir este guia.
Mas gostaria de alertá-lo, o guia: Como Administrar Meu Dinheiro não serve para todo mundo!
Este guia é para quem quer um sistema simplificado e eficaz de administração do dinheiro.
E que realmente esteja comprometido com o bem estar presente e com as garantias de um futuro financeiro tranquilo.
Imagine isso:
O quanto sua vida seria melhor se você pudesse acordar todos os dias sabendo:
- Que você pode deitar-se a noite tranquilamente, pois você tem uma reserva de dinheiro para lhe socorrer caso algum imprevisto financeiro aconteça;
- Que você está direcionado para economizar milhares de reais todo ano, sem ter que controlar cada centavo do que gasta;
- Que suas contas estão sendo pagas sem que você precise se preocupar com elas;
- Que seus investimentos estão nos lugares certos para realização de seus sonhos e seus objetivos financeiros;
- Que além disso tudo, você tem um dinheiro de sobra para gastar com o que quiser sem carregar um sentimento de culpa por isso.
Isso não seria sensacional? Fantástico?
Posso lhe assegurar que o guia: COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO vai lhe mostrar que isso não só é possível, como também é relativamente simples fazê-lo.
Eu só preciso que você se comprometa em abrir sua mente para pensar sobre o fluxo do seu dinheiro de forma diferente daquela que você provavelmente está acostumado.
Coloque em prática o que você aprender neste guia! Um milhão de guias, passos, técnicas, formas etc. não terão resultado algum se não houver uma ação efetiva para colocá-los em prática.
Em “COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO” você vai aprender um sistema simples, porém poderoso, que colocará você no controle efetivo da sua vida financeira.
O que você vai aprender (e pôr em prática) neste Guia:
PORQUE ESCREVI O GUIA COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO?

É muito difícil controlar todas as despesas e manter as contas em dia. Além disso, é um fardo ter que economizar cada centavo para fazer sobrar algum dinheiro no final do mês
Ouvi essas frases nas mais diversas versões ao longo da minha vida pessoal e profissional.
Há um mito em torno da educação financeira e das finanças pessoais que levam as pessoas a pensarem (e a agirem) assim.
Veja, estou falando sobre Educação Financeira e Finanças pessoais, isso não te assusta?
Infelizmente para a maioria das pessoas esses termos assustam!
Quando não assustam causam tédio. 🙁
Mas porque isso acontece?
Porque elas têm uma visão distorcida sobre o assunto.
Por exemplo: se eu disser que você deve economizar nas pequenas coisas do dia a dia, o que lhe vem à cabeça?
É bem provável que você se lembre daquele velho conselho do cafezinho:
Se você deixar de consumir todos os dias um cafezinho com bolo na padaria, que lhe custe R$ 8,00 por dia, você teria no final do mês R$ 240,00. Se você aplicasse este valor todos os meses a 1% ao mês, no final de 30 anos você teria R$ 838.791,39.
Sabemos que isso é possível! É matemática, é lógica como 2 + 2 são 4.
Eu mesmo já escrevi sobre isso no artigo: Dicas de como reduzir gastos domésticos.
Mas na prática isso não funciona para todo mundo!
Nem todo mundo vai ter disciplina suficiente para tomar a decisão de “deixar o cafezinho” de lado todos os dias durante 30 anos.
Nem todo mundo vai conseguir fazer isso, a maioria vai desistir nos primeiros meses, ou até nos primeiros dias.
Nem todo mundo vai querer fazer isso!
Eu quero sair com os amigos no fim de tarde e tomar meu chope! Eu quero poder tomar meu café da manhã todos os dias na panificadora enquanto leio o jornal. O que há de errado nisso?
É por esse e outros motivos que as pessoas sentem arrepios quando o assunto é a educação financeira e finanças pessoais.
O exemplo do cafezinho é apenas para mostrar que pequenas despesas podem fazer a diferença no orçamento. Não deve ser considerado ao pé da letra.
Mas infelizmente não é isso que acontece, esse tipo de exemplo acabou vinculando o aprendizado sobre o dinheiro com privações e sacrifícios.
Economizar no cafezinho ou cada centavo todos os dias não é planejamento, nem uma boa administração do dinheiro.
É forçar a barra mesmo!
E eu entendo perfeitamente isso, e é por esse motivo que escrevi este guia.
Quando você terminar de ler o guia Como administrar meu dinheiro você vai entender que não é preciso forçar a barra para economizar de verdade. 🙂
Como já disse, vou precisar apenas que você pense sobre o fluxo do seu dinheiro de uma forma diferente daquela que você provavelmente está acostumado a pensar.
PENSE SOBRE O FLUXO DE DINHEIRO DE UMA FORMA DIFERENTE

Trabalho, salário, pagamento de contas, dívidas, falta de dinheiro, cartão de crédito.Trabalho, salário, pagamentos de contas, dívidas…
Esse fluxo é familiar para você?
De fato esse é o caminho que o dinheiro percorre na vida financeira de grande parte das pessoas, sobrevivendo de salário em salário.
Ele começa o mês com o recebimento do salário e termina quando paga todas as contas (quando consegue pagar todas).
Esse é o fluxo onde se trabalha para pagar as contas, e eventualmente, quando sobra, guarda algum dinheiro ou realiza algum sonho.
O problema é que isso se transforma em um ciclo vicioso e prejudicial na construção de uma vida equilibrada e segura financeiramente.
Não há um plano de segurança, não há uma perspectiva de um futuro próspero, não há certeza de que algum sonho possa ser realizado.
Esse modelo de direcionamento do dinheiro não irá levar você a lugar algum, pois você não está trabalhando para você, mas sim para os outros.
Por quê?
Porque desta forma, tudo o que você recebe não é seu, é dos outros.
Mas você pode dizer: Claro que é tudo meu, eu recebo meu salário e ele é todo meu!
Na verdade ele não é seu, ele é da loja de roupas, do mercado, da concessionária quando você paga a prestação do carro, da escola do seu filho etc.
Não é seu!
Você apenas está direcionando o seu dinheiro para o enriquecimento dos outros, e não para o seu!
É preciso mudar o direcionamento do seu dinheiro.
Se você trabalha muito para conseguir seu salário no final do mês, nada mais justo que você destine parte desse dinheiro para você.
Para isso, pague você primeiro, depois pague suas contas.
Pague-se primeiro, depois pague suas contas.
Em vez de pagar primeiro suas despesas, suas contas, e guardar o que sobra (quando sobra), faça ao contrário.
Pague você primeiro!
Reserve um dinheiro para sua aposentadoria, para investimentos, para construir uma reserva de emergência, e para seus objetivos financeiros.
Feito isso, aí sim você deve se ajustar e direcionar seu dinheiro para as outras coisas.
Mas como posso fazer isso? Você pode estar se perguntando.
Vou deixar de pagar as contas para investir, ou para comprar o carro dos meus sonhos?
Certamente que não!
O guia como administrar meu dinheiro é para ajudar você a acumular riqueza e não para acumular dívidas! 😉
A ideia aqui é que você tenha um pensamento (e uma atitude) diferente da maioria.
Sabemos que nenhuma renda será o suficiente, é preciso escolher para onde você quer que seu dinheiro vá.
Até mesmo os mais ricos fizeram escolhas para enriquecerem e ainda fazem para se manterem ricos.
Com o pensamento e a atitude de pagar-se primeiro, você estará fazendo uma inversão de valores.
Você estará dando prioridade às escolhas financeiras que enriquecem você, e deixando em segundo plano as escolhas financeiras que empobrecem você e enriquecem os outros.
COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO: SEU COMPORTAMENTO FINANCEIRO É TESTADO A TODO TEMPO! COMO EVITAR ISSO?

Responda para você mesmo:
Porque muitas pessoas falham na administração do dinheiro?
Porque profissionais altamente capacitados e instruídos como médicos, administradores, contadores, advogados, e até mesmo economistas também falham com o dinheiro?
A resposta é bastante simples: Porque a informação por si só não é o suficiente!
Quando se trata de administrar bem o dinheiro, 80% (ou mais) do sucesso de longo prazo está no comportamento e nas tomadas de decisões da vida financeira.
80% gira em torno do que se faz em relação a poupar, gastar e investir, os outros 20% apenas, vem de saber o que fazer.
Este trecho do livro Investimentos para médicos da Editora Sanar mostra uma visão muito clara do que realmente faz a diferença quando o assunto é administrar bem o dinheiro:
“Ainda existe uma visão bastante disseminada de que médico é rico e muitos deles buscam manter esse status frente a seus pares e sociedade, elevando demasiadamente suas despesas, num momento em que as receitas estão depreciadas. Essa armadilha tem levado muitos profissionais a conviverem com perigosos níveis de endividamento ou até mesmo não conseguindo investir parte do que ganham para o futuro” (o grifo é meu).
Veja que as partes grifadas dizem respeito a alguns comportamentos financeiros:
- Assumir um status que não condiz com a realidade financeira;
- Gastar mais do que ganha;
- Não poupar para investir;
- Fazer dívidas.
Esse tipo de comportamento não é privilégio somente de uma classe ou profissão, é mais comum do que imaginamos.
O comportamento financeiro inadequado é responsável por levar muitas pessoas e famílias a se endividarem comprometendo o futuro e a realização de sonhos.
Na realidade esses comportamentos são erros financeiros banais que fazem você perder dinheiro (milhões).
Infelizmente as armadilhas de nossa sociedade consumista fazem com que nosso comportamento financeiro seja testado a todo o tempo.
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Poupamos para a aposentadoria ou para a TV de 51 polegadas?
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Guardamos esse dinheiro para um imprevisto, ou trocamos o carro?
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Economizamos e poupamos para comprar à vista, ou compramos parcelado?
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Mas o que fazer então?
Como administrar meu dinheiro com eficácia diante de tantas situações em que nosso comportamento é testado?
A solução está em ter um sistema capaz de poupar e direcionar seus gastos e seus investimentos de forma automática.
Um sistema simplificado em que seu comportamento não seja testado a todo o momento, mas que seu dinheiro esteja indo para o lugar que você direcionou.
Este é o ponto chave do guia Como Administrar Meu Dinheiro.
Vou mostrar exatamente como esse sistema funciona e como você deve configurá-lo.
COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO: CONFIGURANDO SEU SISTEMA PARA ECONOMIZAR, INVESTIR E PAGAR AS CONTAS ENQUANTO VOCÊ DORME

De maneira geral você deve configurar seu sistema levando em conta 5 condições essenciais que irão garantir sua segurança e sua tranqüilidade financeira.
Primeiro vamos detalhar essas 5 condições essenciais para que você compreenda a importância de cada uma delas, e porque elas devem fazer parte do seu sistema.
Logo depois, você terá a oportunidade de colocar tudo o que você aprender na prática, ok?
Vamos lá!
Condição #01-Garantindo um futuro próspero e tranquilo

Todos vão envelhecer um dia, não há dúvida!
Você está se preparando financeiramente para garantir o seu padrão de vida na velhice?
Esse é o primeiro ponto a ser considerado em seu sistema de administração do dinheiro: Programar uma contribuição previdenciária.
No Brasil o sistema previdenciário conta com 3 categorias diferentes:
- O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que incluem todos os trabalhadores que contribuem para o INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social;
- Os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) que incluem os servidores públicos estaduais e municipais;
- E por fim a Previdência Complementar que é um regime de previdência opcional para o trabalhador.
Se você é trabalhador com carteira assinada ou funcionário público, você não precisa fazer nada para programar uma contribuição previdenciária.
Isso porque você já contribui automaticamente com o desconto na sua folha de pagamento, certo?
Agora, se você não possui carteira assinada, (trabalha como autônomo, por exemplo) você deve destinar um percentual da sua renda para a previdência.
Quanto você deve destinar da sua renda para previdência?
Aqui vamos considerar um percentual mínimo sugerido de 10% da sua renda.
Esse percentual é apenas uma sugestão neste momento.
Quando você entender como todo o sistema funciona, e for colocá-lo em prática, você verá que esse percentual poderá ser alterado a seu critério ou necessidade.
Condição #02-Investindo para uma reserva de emergência, para aposentar-se mais cedo e para conquistar a sua independência financeira

Destine no mínimo 10% da sua renda para investimentos e reserva de emergência.
Esse valor deve ser destinado para formação de uma reserva de emergência e para aquisição de ativos que possam lhe proporcionar uma renda passiva.
A reserva de emergência é para sua segurança caso aconteça algo imprevisto que precise de dinheiro.
Uma renda passiva proporcionada através da aquisição de ativos, é para que você não dependa somente do INSS quando for se aposentar.
Se você não possui uma reserva para emergência, primeiro destine este percentual para formá-la.
Quando você atingir pelo menos 10 vezes o valor das suas despesas mensais, reserve este valor para possíveis imprevistos, e logo em seguida inicie uma poupança para aquisição de ativos.
Condição #03-Colocando seus sonhos e seus objetivos financeiros no caminho certo para serem realizados

Nunca é tarde para ter um novo objetivo ou sonhar um sonho novo – C.S.LEWIS
Como já mencionei no início, educar-se financeiramente não é só aprender a poupar, poupar e poupar para o futuro, e deixar seus sonhos de lado.
Ao contrário, a educação financeira nos mostra o equilíbrio entre garantir um futuro próspero e aproveitar o presente realizando nossos sonhos.
Uma casa nova, trocar o carro, um aparelho de última geração, a faculdade dos filhos, pagar uma dívida, a viagem para Índia…
Todos nós temos sonhos não é mesmo?
Quais são os seus sonhos?
Quais são seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo?
Em seu sistema você deve direcionar 20% da sua renda para alcançar seus sonhos e seus objetivos financeiros.
Distribua esses 20% entre seus objetivos de curto, médio e longo prazo.
Já escrevi um artigo no Guia das Finanças sobre Como Definir seus Objetivos Financeiros, ele pode ajudar você nesta tarefa.
Lá você também poderá baixar gratuitamente uma planilha que calculao quanto você deve poupar para alcançar um objetivo financeiro.
Condição #04-Pagando suas despesas básicas obrigatórias

Direcione 55% da sua renda para despesas obrigatórias.
Esse percentual deve ser direcionado para suas despesas básicas como alimentação, saúde, educação, transporte, vestuário, moradia etc.
Essa parte do seu sistema é sem dúvida a mais sensível, é aqui que você poderá encontrar as maiores dificuldades.
As dificuldades poderão surgir caso você esteja seguindo o fluxo do dinheiro onde você paga os outros primeiro, e só depois, se sobrar, você se paga (já vimos isso, lembra?)
Chegou a hora de inverter esses valores e ajustar o fluxo das suas despesas para a realização de seus sonhos e para o seu enriquecimento financeiro.
Superar essas dificuldades poderá não ser muito fácil no início, mas será muito gratificante quando você perceber que seu futuro está garantido, e que seus sonhos estão sendo realizados.
Após o ajuste das suas despesas básicas, também será importante um acompanhamento dos gastos para que suas despesas não ultrapassem o limite dos 55%.
Assim você garantirá que o fluxo do dinheiro dentro do seu sistema não seja quebrado ou interrompido.
Condição #05-Gastando dinheiro sem culpa

Imagine essa situação:
- Você não tem preocupação com seu futuro financeiro, pois sua aposentadoria está sendo garantida com suas contribuições previdenciárias;
- Você não estará totalmente dependente da previdência (como o INSS, por exemplo) em sua velhice, pois está investindo todos os meses e aumentando sua coluna de ativos;
- Você está protegido contra imprevistos financeiros, pois mantém uma reserva de emergência para lhe socorrer caso necessário;
- Você está no caminho da realização dos seus sonhos e seus objetivos financeiros, pois a cada mês você tem à sua disposição parte da sua renda exclusivamente para isso;
- Você satisfaz suas necessidades básicas e paga suas contas todos os meses em dia.
Isso não é magnífico? Certamente que sim!
O que você viu até agora no guia Como administrar meu dinheiro irá lhe proporcionar tudo isso!
Não é incrível?
Mas não acaba por aqui, até agora você programou apenas 95% da sua renda em seu sistema.
Portanto você ainda tem 5% para fazer o que quiser com esse dinheiro.
Quando digo o que quiser, é o que quiser mesmo!
É gastar sem culpa, é torrar o dinheiro sem se preocupar se ele vai fazer falta ou não.
Isso não é ótimo?
Veja no infográfico como ficará organizada sua vida financeira e o fluxo de seu dinheiro:

Agora que você já sabe como ficará o fluxo de seu dinheiro, você precisa fazer com que ele funcione sozinho.
Quando digo sozinho, quero dizer que você deve colocar seu sistema para funcionar sem nenhuma interferência, ou pelo menos com o mínimo de interferência possível.
Para isso você deve fazer com que tudo se torne automático.
COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO: AUTOMATIZANDO SEU SISTEMA

Quando você coloca seu sistema no piloto automático você não precisa se preocupar com o fluxo do seu dinheiro.
O seu comportamento de gastos, poupança e investimentos será totalmente automatizado e você não será testado a direcionar sua renda para outro lugar diferente do que está programado.
Como automatizar seu sistema?
Simples, coloque tudo no débito automático.
Colocando seus investimentos e suas contas no débito automático você não precisará se preocupar para onde seu dinheiro está indo.
Isso vai lhe dar mais tranquilidade financeira e mais tempo para fazer o que gosta.
Veja um exemplo de como automatizar o fluxo do seu dinheiro e colocar tudo no débito automático:

Bem, agora que você já sabe exatamente como tudo deve funcionar, não procrastine com seu dinheiro deixando para depois.
Pense em todos os benefícios que você terá mantendo esse sistema funcionando corretamente.
Vamos colocar o seu sistema para funcionar passo a passo?
PASSO A PASSO: COMO COLOCAR SEU SISTEMA PARA FUNCIONAR (NA PRÁTICA UTILIZANDO UMA PLANILHA GRATUITA)

Tudo o que você viu até agora não é algo engessado, o sistema é totalmente flexível e pode ser adaptado para qualquer pessoa ou família.
Você pode querer destinar 30% da sua renda para construir ativos e reduzir suas despesas básicas para 45% por exemplo.
Não há problema algum nisso!
O importante é que todas as condições básicas estejam garantidas no fluxo do seu dinheiro.
Para facilitar a programação e o controle do seu sistema você pode baixar gratuitamente a Planilha: Como Administrar Meu Dinheiro aqui.
Com ela você poderá definir os percentuais, ajustá-los e acompanhar o fluxo do seu dinheiro sem muito esforço passo a passo.
Baixe sua planilha gratuitamente aqui: Planilha Grátis

Conclusão: Conhecimento e o Sucesso Financeiro
Espero que o guia Como Administrar Meu Dinheiro seja útil para você.
Coloque-o em prática, mesmo se você não sentir segurança quanto à eficácia do sistema.
Posso lhe garantir que apesar de simplificado, colocando esse sistema em prática você estará dando um grande passo para uma vida financeiramente equilibrada e um futuro próspero.
Você não terá todas as respostas neste guia, e também não deve se limitar a ele.
Mas certamente muitas perguntas só surgirão se você colocar a mão na massa e executá-lo.
Mesmo que aos poucos você tenha que adaptá-lo à sua realidade, os princípios básicos deste guia podem mudar sua vida financeira para sempre.
Busque cada vez mais conhecimento sobre educação financeira e construção de riquezas.
O sucesso financeiro vem do conhecimento que você aplica em suas decisões e em suas ações do dia a dia.
Caso tenha alguma dúvida, dificuldade ou sugestão, deixe seu comentário logo abaixo e eu prometo responder na medida do possível.
Controle, crescimento e sucesso na sua vida financeira!
por Aldecir Roberto | Cuidando do Dinheiro, Educação Financeira, Prevenção e Proteção
Ninguém quer perder dinheiro!
Eu não quero! Você quer?
Tenho certeza que não!
Principalmente se o motivo for um erro banal que cometemos.
Não é nada agradável saber que o dinheiro foi embora, e então nos vem à cabeça aquela frase: Não acredito que eu fiz isso!
Sabia que não devia fazer, mas fez! 🙁
Durante toda nossa vida financeira cometemos erros, erros que podem custar milhões.
Alguns básicos, que a gente consegue identificar e corrigir de imediato, outros, cometemos a vida inteira sem nos dar conta disso.
Eu já cometi muitos erros, já perdi muito dinheiro por isso, e talvez você também esteja cometendo agora!
Não estou aqui inventando a roda, nem descobrindo um novo elemento da tabela periódica.
Estou falando de erros simples, conhecidos por todos. Mas também desprezados por muitos.
Sei que você não quer perder dinheiro por cometer erros banais, não é mesmo?
E também sei que desprezar esses erros pela simplicidade irá levar você para o lado oposto disso.
Você quer aprender sobre 5 erros financeiros banais que fazem você perder dinheiro aos montes, e como evitá-los?
Então continue lendo este artigo até o final e você aprenderá que esses 5 erros podem ser evitados e podem levá-lo a salvar milhares de reais, se não milhões.
Ah, eu aposto que o exemplo do erro #2 irá surpreender você.
Sabe por quê? Porque ele é desprezado pela maioria das pessoas.
E sim! Ele pode fazer você perder muito dinheiro, milhões! (comprovado).
ERRO #1: IGNORAR O DINHEIRO (PERDER DINHEIRO POR IGNORÁ-LO?)

Você não tem culpa alguma de não entender sobre dinheiro e riqueza. Não é sua culpa não ter sido ensinado sobre educação financeira. Por outro lado, é 100% sua responsabilidade aprender sobre dinheiro e riqueza e como se comportar em relação… (Rafael Seabra – Verdade sobre o dinheiro)
Talvez esse seja o erro mais comum e mais incoerente que alguém pode cometer com o dinheiro: Ignorá-lo.
Para que você possa administrar bem o seu dinheiro, primeiro é preciso entender sobre ele e aprender como ele funciona para usá-lo com sabedoria.
Mas não é bem assim que acontece!
Incoerentemente a grande maioria que “quer dinheiro” o ignora!
Mais precisamente ignoram o conhecimento que irá trazer mais dinheiro para o bolso.
Por exemplo, muitas pessoas querem ficar ricas, mas quando vai começar o noticiário sobre economia e finanças na TV, mudam de canal e põem na novela.
Como ganhar, guardar e investir bem o dinheiro para que ele se multiplique sem entender sobre ele, e sobre as coisas que estão ao redor dele?
Você também faz isso? 😮
Se isso acontece com você, a partir de agora tenho certeza que isso vai mudar.
Você nunca mais vai perder dinheiro por não assistir ao noticiário sobre economia e finanças. 😀
É certo que você não precisa ser um especialista em finanças para cuidar bem do seu dinheiro, mas também nunca conquistará sua independência financeira sem conhecer sobre como ele realmente funciona.
O conhecimento sobre o dinheiro é mais importante do que o próprio dinheiro.
Se você tivesse que escolher entre um saco de ouro e uma tábua de argila gravada com palavras sábias, qual dos dois você escolheria?
É assim que começa uma história contada no livro “O homem mais rico da babilônia”, um clássico de George S. Clason.
A história conta que Arkad o homem mais rico da babilônia, para confiar a administração de sua fortuna ao seu filho Nomasir, ele teria que provar ao pai que era capaz de administrá-la adequadamente.
Para isso Arkad incentivou Nomasir a sair pelo mundo e mostrar sua competência para ganhar dinheiro, e para tornar-se um homem respeitado.
Em sua bagagem Nomasir levou duas coisas dadas pelo pai Arkad: Um saco com moedas de ouro e uma tabuinha de argila onde estavam gravadas as Cinco Leis do Ouro.
Dez anos se passaram, e conforme havia combinado com seu pai, Nomasir voltou para prestar contas de suas as ações e sua experiência.
Após uma grande festa, Nomasir diante de seu pai, sua mãe, amigos e familiares, contou o que havia acontecido.
Com muito respeito diante da sabedoria do pai, Nomasir contou que não usou o ouro com sabedoria, em pouco tempo não lhe restou nada do que havia recebido do pai.
Devido sua inexperiência, perdeu todo seu ouro em corridas de cavalo e em negócios que não deram certo.
Após perder todo seu ouro, contou Nomasir que se lembrou da tabuinha de argila e do conhecimento que ela trazia.
Após ele ler as cinco leis do ouro com muito cuidado, percebeu então que se tivesse buscado primeiro a sabedoria contida naquela argila não teria perdido todo seu ouro.
Continuando sua história, Nomasir revelou que após adquirir o conhecimento sobre as 5 leis do ouro começou então a aplicar o que seu pai havia escrito naquela tabuinha de argila.
Final da história: Nomasir conseguiu se tornar um homem muito rico e respeitado, e naquela noite deu ao pai 3 sacos de ouro, um como devolução ao ouro que seu pai havia lhe dado quando saiu de casa, e outros dois como pagamento simbólico à sabedoria passada pelo pai na tabuinha de argila.
Com esse gesto Nomasir mostrou a todos que considerava mais valiosa a sabedoria passada pelo pai do que o próprio ouro.
Se você ainda não leu o livro “O homem mais rico da Babilônia”, recomendo fortemente que leia. Ele é ao mesmo tempo simples e inspirador.
Sabemos que você não quer perder dinheiro! Sabemos que você não quer perder o seu ouro!
Portanto, buscar conhecimento sobre o dinheiro é o melhor caminho para evitar isso.
- Faça cursos sobre educação financeira, investimentos, finanças pessoais.
- Leia artigos, livros, jornais e revistas especializadas.
- Assista ao noticiário econômico na TV.
Se “tempo é dinheiro” então “conhecimento é ouro” (que vale mais do que dinheiro – como diz o Silvio Santos)
Não cometa o erro de ignorar isso.
ERRO #2: PROCRASTINAR – ACHAR QUE PODE ESPERAR PARA TER O CONTROLE DAS FINANÇAS

Daqui a um ano você vai desejar ter começado hoje. (Karen Lumb)
Quantas coisas você tem deixado para depois em sua vida?
A academia, um novo regime, trocar de emprego, sair mais com os amigos, ficar mais com a família…
A procrastinação é um mal que atinge muita gente, todos nós uma vez ou outra procrastinamos.
Somos mestres em inventar desculpas para deixar algo para depois, somos mestres em procrastinar:
- Está chovendo;
- Tenho que trabalhar até tarde;
- Agora não é o momento certo;
- Ainda tenho tempo para isso;
- Começo amanhã!
- Não tenho tempo.
Essa última é a preferida de muitos!
Infelizmente quando o assunto é administração do nosso dinheiro, isso também acontece.
A procrastinação é um ladrão lento e silencioso do seu dinheiro.
Esse é um erro que pode levar você a perder dinheiro aos milhares.
É certo que todos nós deixamos algo para depois em algum momento.
Mas deixar até o último minuto para ficar esperto com o dinheiro pode gerar consequências irreversíveis em nossa vida financeira.
Veja alguns exemplos de procrastinação com as finanças:
- Deixar de poupar seja para o curto, médio, ou longo prazo;
- Não pagar as contas em dia;
- Deixar para amanhã o controle de receitas e despesas;
- Deixar o futuro para depois e adiar um plano de aposentadoria;
- Esperar sobrar dinheiro para começar a poupar: “Mês que vem eu vou guardar algum dinheiro!”.
Claro que nem sempre a procrastinação vai fazer você perder dinheiro.
Mas em compensação, há algumas situações em que procrastinar é igual a rasgar dinheiro e jogar ao vento.
Deixar para depois um plano de poupança, por exemplo, pode significar um porquinho muito, muito mais magro!
Como evitar que seu porquinho não morra de fome.
Vamos comparar dois indivíduos e suas ações a respeito de um plano de poupança:
|
Sr. Inteligência Financeira |
Sr.Procrastinador |
| Início dos investimentos |
Aos 20 anos de Idade |
Aos 35 anos de idade |
| Investimento de R$ 300,00/Mês a uma taxa de 1% ao mês |
Durante 15 anos |
Durante 25 anos |
| Aos 60 anos, terão em suas contas |
R$ 2.965.777,78 |
R$ 563.653,99 |
Neste exemplo:
O Sr. Inteligência Financeira: Começou a investir mais cedo, aos 20 anos de idade. Poupou e investiu R$ 300,00 todo mês durante 15 anos apenas. Depois disso parou de poupar, deixou o dinheiro investido e nunca mais mexeu nele. Quando completou 60 anos tinha em sua conta R$ 2.965.777,78.
O Sr. Procrastinador: Começou a investir muito tarde, aos 35 anos de idade. Poupou e investiu R$ 300,00 por mês durante 25 anos (10 anos a mais que o Sr. Inteligência Financeira). Quando completou 60 anos tinha em sua conta apenas R$ 563.653,99.
Você compreende agora porque procrastinar com o dinheiro pode levar você a perder milhões?
Os números mostram isso não é mesmo?
Portanto, não permita que o hábito de deixar para depois prejudique suas finanças, crie alternativas para evitar que isso aconteça:
- Para evitar que as contas atrasem, coloque tudo no débito em conta.
- Para não deixar a poupança para depois, faça uma poupança programada, comece com um valor pequeno, aos poucos você vai aumentando.
- Não espere o mês terminar para registrar suas despesas, faça uma previsão antecipada do quanto será gasto, assim durante o mês você apenas acompanha o que você previu.
Lembre-se, você pode fazer isso a qualquer tempo!
Sugiro que seja agora! (não vai procrastinar. Vai? 😉 ).
ERRO #3 NÃO PENSAR NA SEGURANÇA E NA PROTEÇÃO FINANCEIRA

A maioria das pessoas vive de salário em salário e qualquer imprevisto pode facilmente se transformar em um desastre para as finanças.
A falta de uma reserva para emergências, planos de saúde, seguros etc. pode fazer não só você perder dinheiro, mas também perder muitas noites de sono.
Dentro de um processo de gestão do dinheiro e do planejamento financeiro é de extrema importância pensar na segurança financeira.
Imagine por exemplo se você chega ao trabalho na segunda feira, logo depois de ter batido o carro no final de semana e recebe a notícia de que será demitido.
Para complicar ainda mais, você não renovou a apólice de seguro do carro porque não tinha dinheiro.
Parece trágico, mas todo mundo está sujeito a isso não é mesmo?
Como seria sua reação diante desse acontecimento? Como você se sentiria?
Muitas pessoas nesta situação buscariam ajuda em empréstimos bancários ou ao limite de cheque especial.
Com isso, estariam destinando grande parte da renda para o pagamento de juros altíssimos, literalmente perdendo dinheiro.
O certo é que ninguém está livre de imprevistos, situações inesperadas que requerem auxílio financeiro podem acontecer com todo mundo.
Não pensar em um plano de segurança financeira pode ser um erro irreparável com o dinheiro.
Como pensar em um plano de segurança financeira.
A segurança financeira está ligada à qualidade de vida no presente e na aposentadoria.
É a primeira e a mais importante das três fases da vida financeira, seguida da independência financeira e por último da liberdade financeira.
Pensar em um plano de segurança financeira é pensar em garantir dinheiro suficiente para pagar as despesas básicas como educação, saúde, transporte, alimentação, moradia etc.
A segurança financeira é alcançada quando você tem condições de garantir o pagamento dessas despesas em três momentos:
- No presente, quando você garante seu padrão de vida atual;
- Em casos de imprevistos, como a perda de emprego, por exemplo;
- No futuro, quando seu plano é capaz de garantir seu padrão de vida na aposentadoria.
Assim, um plano de segurança financeira deve ser preparado para atender três condições:
- Segurança básica: Quando você pode pagar suas despesas básicas para manter o seu padrão de vida atual. Normalmente com o salário ou rendimento mensal;
- Segurança contra imprevistos: Quando você tem condições de pagar suas despesas básicas mesmo no caso de ocorrer um imprevisto;
- Segurança na aposentadoria: Quando você tem uma poupança ou plano de previdência que lhe garanta seu padrão de vida no futuro.
ERRO #4 COMPRAR PASSIVOS PENSANDO QUE SÃO ATIVOS

Os ricos adquirem ativos e os pobres e a classe média adquirem obrigações.” (Robert Kiyosaki – Livro: Pai Rico, Pai Pobre).
Você considera seu carro um ativo? E a casa própria é um ativo?
A frase de Robert Kiyosaki ilustra claramente um equívoco cometido por muita gente.
Eu mesmo perdi muito dinheiro antes de conhecer e colocar em prática o verdadeiro significado de um ativo e um passivo sob o ponto de vista financeiro.
Se levarmos em conta o conceito convencional onde um ativo é igual a bens e direitos, e um passivo é igual a obrigações (conceito contábil), tanto a casa própria quanto um carro são bens.
Portanto são ativos!
Mas quando o assunto é construir riqueza e gerar patrimônio, não podemos considerar desta forma.
Sob o ponto de vista das finanças um ativo é tudo aquilo que pode ser adquirido ou criado que gere alguma renda para você.
Um ativo pode gerar ganhos únicos, como a venda de um imóvel, por exemplo.
Ou ganhos periódicos, como ações que rendem dividendos, e imóveis alugados que geram aluguéis.
Já um passivo financeiro é o oposto do ativo, é tudo aquilo que “tira” sua renda, que “tira” dinheiro do seu bolso.
Tudo aquilo que pode ser criado ou adquirido e que gere um fluxo de despesas deve ser considerado como passivo.
Crie ativos, não crie passivos.
Com esse conceito podemos concluir então que tanto a casa própria (onde se mora) quanto um carro não são ativos, mas sim passivos.
A casa própria gera um fluxo constante de despesas como manutenção e impostos.
Da mesma forma o carro também gera esse fluxo, tanto de manutenção, como de impostos e combustível.
Isso significa que você não deve adquirir a casa própria? Ou um carro?
Não é isso!
Esses são apenas exemplos para que você entenda que para construir riquezas é preciso saber distinguir o que coloca dinheiro no seu bolso e o que tira dinheiro dele.
Sabendo disso, busque cada vez mais aumentar a sua coluna de ativos, cada ativo que você adquire passa a trabalhar para você e gerar dinheiro.
Quanto mais ativos você possuir, mais dinheiro você ganhará.
Quanto mais passivos você possuir, mais dinheiro sairá do seu bolso.
ERRO #5 MANTER UM PADRÃO DE VIDA QUE NÃO SE SUSTENTA (MIMAR OS FILHOS COM O QUE NÃO PODE PAGAR POR EXEMPLO)

Sucessores sabem ouvir “nãos”, herdeiros detestam os limites” Augusto Cury (Livro: Pais Inteligentes Formam Sucessores, não herdeiros)
Os pais querem o melhor para os filhos, não há dúvidas!
Porém esse “querer bem” muitas vezes extrapola barreiras do bom senso, e atitudes aparentemente benéficas passam a ser prejudiciais.
Imagine isso:
Pedro é um menino que ao longo de seus 6 anos já acumulou centenas de brinquedos dos mais variados. Possui duas bicicletas, sendo uma na cor vermelha, e outra na cor azul com o escudo de seu herói favorito.
Quando havia completado 5 anos fez uma viagem maravilhosa para a Disneylândia junto com os pais. Em seu quarto exibe um televisor de última geração com a última versão do tão famoso videogame.
Seu pai, Sr. João sente-se feliz por proporcionar ao filho o que não teve quando era criança e faz questão de frisar que faz o que for necessário para que seu filho tenha o que ele não teve.
Até aqui não há nada de errado com esta história não é mesmo? Vamos prosseguir.
Sr. João, mesmo trabalhando muitas horas a mais que o normal, e ainda fazendo algum dinheiro extra nos finais de semana não consegue cobrir as despesas mensais da casa.
Embora esteja feliz em poder dar ao filho o que não tinha quando criança está doente e debilitado por causa do excesso de trabalho.
Todos os meses paga apenas parte da fatura do cartão de crédito, está com a prestação do carro atrasada há 2 meses, e ainda está pagando as parcelas da viagem feita à Disney.
Você acha que o Sr. João está fazendo o melhor para o filho?
Querer o melhor para os filhos não significa fazer tudo o que eles querem (ou o que você quer para eles).
Muitos pais acham que tem o dever de proporcionar isso aos filhos, quando na verdade não é bem assim.
Aos pais cabe preparar os filhos para a vida real, como ela é.
Atitudes como a do Sr. João, mesmo que bem-intencionadas não preparam os filhos para a vida real, mas sim para uma ficção, um padrão de vida que não se sustenta.
Mantenha um padrão de vida dentro de suas possibilidades
Cometer o erro de proporcionar mimos aos filhos financiados por empréstimos e compras a prazo pode ser um preço muito caro a pagar.
Além de estar ensinando os filhos a “como ser um endividado”, está colocando a segurança financeira da família em risco.
Mimar os filhos é apenas uma situação!
Para os filhos, brinquedos como mimos. Para os adultos: o carro igual ao do vizinho, a casa mais bonita do bairro, a calça de marca da colega de trabalho.
É comum vermos pessoas que não reconhecem suas possibilidades financeiras e então gastam mais do que ganham e vivem pagando contas.
Não há nada de errado em querer um padrão de vida melhor, o que é preciso saber é que isso se constrói com o tempo.
Quer o melhor para você e para seus filhos?
Então se programe, faça planos financeiros, cuide de seu orçamento familiar, defina quais objetivos vocês querem alcançar e faça seus filhos participarem do processo.
Aos poucos você verá que manter um padrão de vida sustentável financeiramente irá aumentar e muito sua capacidade de poupança.
Conforme sua capacidade de poupança aumenta e sua riqueza vai sendo construída, você poderá ir aumentando seu padrão de vida gradativamente.
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Sucesso e até um próximo artigo.
por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Investimentos
Sua casa não é um ativo e não deve ser seu maior investimento! Por mais chocante que possa ser esta afirmação para muitos, esta é a realidade sob o ponto de vista das finanças e da geração de riqueza financeira.
“Quem casa quer casa!” Esse velho ditado, apesar de ser um pouco restrito (a casais), ilustra muito bem o sonho da casa própria. Um dos maiores desejos dos brasileiros (se não o maior) é possuir a casa própria: uma casa, um apartamento, um cantinho que possa chamar de seu.
Para realizar este sonho, muito trabalho, esforço e dinheiro são empregados, algumas pessoas passam uma vida fazendo economias e trabalhando duro para comprar uma casa à vista ou para pagar as parcelas de um financiamento imobiliário.
Com tanto esforço empregado para a realização deste sonho, é perfeitamente compreensível que as pessoas considerem sua casa com sendo um ativo, e como seu maior investimento, mas infelizmente, sob o ponto de vista do enriquecimento financeiro esse é um conceito que deve ser revisto.
Porque sua casa não é um ativo?
Um plano de enriquecimento deve levar em conta o fluxo de caixa, ou seja, as entradas e saídas de dinheiro: tudo o que proporciona a entrada de dinheiro em seu fluxo de caixa, aumentando o saldo, é um ativo. Já o que gera saídas de seu fluxo de caixa, diminuindo o saldo, é um passivo.
Vejamos um conceito rápido do que é um ativo e um passivo sob o ponto de vista financeiro:
ATIVO: É tudo aquilo que você possa adquirir ou construir e que lhe garanta rendimentos, que lhe gere renda. Um ativo possibilita a entrada de dinheiro em seu fluxo de caixa e acelera o crescimento financeiro.
PASSIVO: Ao contrário do ativo, é tudo aquilo que quando adquirido ou construído gera despesas, gastos periódicos e constantes, os passivos contribuem negativamente no fluxo de caixa, pois reduzem o seu saldo do mesmo.
É preciso que você saiba que este conceito é bastante polêmico se considerarmos o ponto de vista contábil. De maneira simplificada, a definição de ativo e passivo para a contabilidade se resume em:
- ATIVO = Bens e direitos
- PASSIVO = Obrigações.
Sendo assim, observe que todo bem é considerado como ativo (até mesmo a casa própria), daí a polêmica!
Mas se deixarmos o conceito contábil de lado, considerando a casa própria, mesmo que ela esteja totalmente quitada, ou seja, mesmo que você não tenha que pagar nenhuma prestação de financiamento, ainda assim deve ser considerada como um passivo, afinal os custos que envolvem a manutenção do imóvel sempre vão existir: IPTU, reformas, manutenções, serviços de coleta de lixo etc.
Você pode me dizer que as despesas de uma casa ou apartamento se justificam se considerarmos os benefícios que uma moradia nos dá como conforto, segurança etc. Certamente isso é uma verdade, as despesas se justificam pelos benefícios, porém como um passivo, como um custo pago para se ter esses benefícios, um imóvel utilizado para moradia não coloca dinheiro em seu “caixa”, não dá dinheiro, dá apenas despesas.
Veja que estou falando da casa própria, não de investimentos em imóveis. A compra de imóveis para investimento modifica este quadro. Quando adquirimos um imóvel para alugar, por exemplo, devemos ter este imóvel como um ativo, pois os aluguéis pagos irão colocar dinheiro no bolso.
Outro exemplo são aquelas pessoas que aproveitam a valorização de uma determinada região para adquirir imóveis, alugam por um determinado período, e depois vendem o imóvel aumentando o fluxo de caixa com a diferença entre a compra e venda.
Porque você não deve considerar sua casa como seu maior investimento?
Quando se trata da casa própria, não é difícil, na verdade é bem comum, que as pessoas considerem-na como o maior investimento feito por elas, e em função disso, todos os esforços e recursos são direcionado a este “maior investimento”: ampliações, melhorias, reformas etc.
Acontece que o imóvel onde se mora só deve ser considerado como um investimento se houver o interesse de não permanecer nele e vendê-lo.
Mas na prática, não é bem isso que acontece, a maioria das pessoas quando adquirem a casa própria, não tem intenção de vendê-la, muitas delas vão passar a vida inteira na mesma casa até se aposentarem, e irão morar lá até transmitirem o imóvel aos herdeiros que aí sim, poderão se beneficiar com uma possível valorização do imóvel.
O que quero despertar aqui é que, a menos que você tenha a intenção de vender sua casa para lucrar com uma possível valorização, não considere a casa própria como sendo seu maior investimento.
Supomos que você compre uma casa por R$ 320.000,00 e passado algum tempo o valor dela tenha chegado a R$ 1.500.000,00, o benefício desta grande valorização só será possível se você vendê-la, caso contrário, para efeito de enriquecimento financeiro de nada irá adiantar.
Por mais cruel que seja essa ideia para a maioria das pessoas, a casa própria é um passivo, e se considerada como “principal investimento” todos os recursos “investidos” nela, irão tirar a capacidade de investir em ativos que realmente possam proporcionar renda, e colaborar para o enriquecimento financeiro.
Veja que a intenção aqui não é desencorajá-lo a comprar a casa própria, e sim alertá-lo para que não cometa um grande erro financeiro adquirindo a casa própria como forma de investimento.
Qual é o seu pensamento sobre o assunto?
Deixe sua opinião no formulário abaixo.
Sucesso e prosperidade!
por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Prevenção e Proteção
“Educação financeira” é viver bem! Atender nossas necessidades básicas sem deixar nossos desejos e sonhos de lado.
Ao contrário do que muitos pensam, a educação financeira não está ligada a grandes sacrifícios, sofrimento e privações, educar-se financeiramente compreende um processo onde a pessoa deve adquirir conhecimentos e competências necessárias para saber ganhar, gastar, acumular e investir bem o dinheiro.
Com isso terá condições de analisar situações corriqueiras e tomar as melhores decisões para si, para sua família, e no tempo certo. Não necessariamente deixar de consumir ou privar-se de algo importante, pelo contrário, a educação financeira lhe dá a liberdade de escolha, habilidades necessárias para tornar sua vida mais simples, focando seus esforços naquilo que realmente vale a pena.
Infelizmente o pensamento equivocado a respeito da educação financeira faz com que as pessoas percam o interesse no assunto, esse pensamento muitas vezes não é voluntário, é decorrente de hábitos e crenças adquiridos ao longo da vida, muitas vezes passados de pai para filho, também por desconhecimento.
Note que para muitos, assistir na TV uma tragédia acontecida, um acidente terrível, um assassinato cruel, os gols da rodada… – Legal!
Noticiário econômico?… – troca de canal, põem na novela!
É fato, as pessoas em geral passam 8 horas diárias de sua vida (muitos bem mais) trabalhado para ganhar dinheiro, e quando tem a oportunidade de aprender a cuidar dele, por falta de interesse no assunto: “TROCA DE CANAL”.
Se você se identifica com alguma dessas situações não se culpe por isso, apenas decida mudar! Somente o fato de você estar aqui lendo este artigo mostra que, de alguma forma, já está preocupado em melhorar seus conhecimentos sobre educação financeira, isso é um grande passo.
Mais do que uma educação formal, com cálculos e planejamentos financeiros, a educação financeira se estende a comportamento financeiro, escolhas, a aprender diferenciar desejos de necessidades, planejar o futuro sem deixar o presente de lado.
Como já mencionei, prosperidade financeira vem de um processo de acumular conhecimentos e habilidades em ganhar, gastar, acumular e investir bem o dinheiro.
Portanto, ter ou não ter dinheiro é apenas uma questão de como se administra esse fluxo, e a educação financeira irá ajudar você nesta tarefa.
Até o próximo artigo e sucesso!