por Guia das Finanças | Educação Financeira
Você já parou para pensar por que toma determinadas decisões financeiras?
Muitas vezes, compramos algo ou investimos sem perceber o que realmente nos levou a agir. É quase automático. Mas, na prática, nossas escolhas com o dinheiro são guiadas por diversos fatores — e entender quais são eles é essencial para tomar decisões mais inteligentes e alinhadas com nossos objetivos.
Se você deseja melhorar sua relação com o dinheiro e tomar decisões que realmente fazem sentido para sua vida, continue lendo. Você vai descobrir os principais fatores que influenciam suas decisões financeiras e como usá-los a seu favor.
1️⃣ Personalidade e Emoções: O impacto invisível nas finanças
Nossas emoções têm um poder enorme sobre nossas escolhas. Medo, ansiedade, euforia, impulsividade… Tudo isso pode nos levar a tomar decisões precipitadas, especialmente quando se trata de dinheiro.
Por exemplo:
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Uma pessoa ansiosa pode evitar investimentos com medo de perder dinheiro, mesmo sabendo que deixar tudo na poupança rende muito pouco.
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Já alguém impulsivo pode gastar sem pensar, comprando por impulso para sentir um prazer momentâneo.
Além das emoções, a personalidade financeira conta muito. Pessoas mais cautelosas tendem a ser poupadoras. As mais ousadas podem assumir riscos maiores.
Como lidar com isso?
Autoconhecimento é a chave. Quando você entende o seu perfil e como as emoções afetam suas decisões financeiras, consegue controlar melhor seus impulsos e fazer escolhas mais racionais.
2️⃣ Experiências Passadas: O que vivemos molda o que fazemos hoje
Nossa história financeira também pesa — e muito.
Se você cresceu em uma casa onde o dinheiro sempre foi escasso, pode ter desenvolvido medo de gastar. Por outro lado, quem teve abundância na infância pode ter uma relação mais relaxada (ou até irresponsável) com o dinheiro.
Essas experiências ficam guardadas no nosso subconsciente e influenciam como vemos o dinheiro hoje.
O que fazer?
Faça um exercício de reflexão. Pense em quais momentos da sua vida moldaram suas crenças sobre dinheiro. Identificar isso ajuda a romper padrões que podem estar atrapalhando suas finanças no presente.
3️⃣ Saúde Física e Mental: Seu bem-estar também afeta seu bolso
Pode parecer estranho, mas saúde e finanças estão mais ligadas do que você imagina.
Quando estamos com problemas de saúde ou passando por momentos emocionalmente difíceis, é comum:
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Gastar mais para aliviar o estresse (compras por impulso).
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Ter custos inesperados com tratamentos ou medicamentos.
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Perder produtividade ou até a capacidade de gerar renda.
Como evitar que isso afete suas finanças?
Cuidar da saúde física e mental deve ser parte do seu planejamento financeiro. Reservar uma parte do orçamento para emergências e buscar equilíbrio emocional são atitudes inteligentes para manter o controle.
4️⃣ Cultura e Sociedade: A influência dos outros nas suas decisões financeiras
Vivemos em um mundo onde o consumo é incentivado o tempo todo. Redes sociais, amigos, família, propagandas… Todos enviam sinais sobre o que devemos comprar para sermos “felizes” ou “bem-sucedidos”.
Essa pressão pode nos levar a:
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Comprar para impressionar.
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Gastar com status, não por necessidade.
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Assumir dívidas para manter um padrão social.
Como se proteger?
Estabeleça seus próprios valores e objetivos financeiros. Quando você sabe o que quer, fica mais fácil ignorar a pressão externa e fazer escolhas que realmente importam para sua vida.
5️⃣ Conhecimento Financeiro: Informação é poder (e economia também)
De todos os fatores, este é o que você mais consegue controlar.
Quanto mais você sabe sobre finanças, melhores são suas decisões.
Quem tem conhecimento financeiro sabe:
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Como funcionam os juros e como evitá-los.
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A importância de investir para o futuro.
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Como montar um orçamento que funciona de verdade.
Já quem não entende de finanças fica vulnerável a:
Como melhorar seu conhecimento financeiro?
Invista em você! Leia artigos, assista vídeos educativos, faça cursos e, principalmente, aplique o que aprender no seu dia a dia. Educação financeira é o melhor presente que você pode dar para o seu futuro.
Entenda para mudar
Muitas vezes achamos que nossas decisões financeiras são totalmente racionais. Mas, na prática, elas são fruto de um mix de emoções, experiências, ambiente e conhecimento.
Reconhecer os fatores que influenciam suas decisões financeiras é o primeiro passo para mudar. Quanto mais consciente você for sobre o que está por trás das suas escolhas, mais fácil será controlar o dinheiro — e não ser controlado por ele.
Comece hoje mesmo a observar suas decisões. Pergunte-se sempre:
“Estou fazendo isso porque faz sentido para meus objetivos ou estou sendo levado por emoções, hábitos ou pressões externas?”
Esse simples exercício pode transformar sua relação com o dinheiro e colocar você no caminho da liberdade financeira.
por Aldecir Roberto | Construindo Riquezas, Educação Financeira
Ser feliz é uma questão de escolha!… Pelo menos até um certo ponto!
Digo até um certo ponto porque, apesar de algumas linhas de pensamento considerarem que nós somos totalmente responsáveis pelo que nos acontece, prefiro acreditar que na maioria das vezes somos responsáveis pelo que nos acontece.
Isso significa que não somos indefesos aos acontecimentos, temos a capacidade de analisar, interpretar e reagir da maneira que acharmos a mais correta.
Não temos controle sobre todos os eventos que acontecem em nossas vidas, mas podemos controlar nossos pensamentos e nossos sentimentos a respeito desses eventos.
É comum em um momento de tristeza ouvirmos aquela frase: O tempo cura tudo!
A verdade é que não é o tempo quem vai curar, neste caso, o tempo é irrelevante, o que vai curar é a maneira com que você reage ao que aconteceu.
Para uns, acontecimentos ruins podem ser rapidamente superados, para outros, podem levar anos.
Da mesma forma, o que nos deixa triste não é o que acontece, mas sim, a maneira que reagimos ao que acontece.
Por analogia, ser feliz ou não com o que temos depende da maneira com que vemos as coisas:
- Podemos ter pouco e entendermos que é o suficiente;
- Podemos ter o suficiente e entendermos que é o ideal;
- Podemos ter muito e ainda acharmos que não é suficiente…
Claro que aqui no Guia das Finanças podemos considerar que estamos falando da nossa vida Financeira: de bens materiais, de patrimônio, de dinheiro…
Mas esse conceito não se aplica somente a isso! Podemos aplicá-lo em várias outras áreas da nossa vida como saúde, relacionamentos, carreira etc.
Acontece que por trás dos nossos sentimentos de felicidade ou infelicidade a respeito do que temos podem se esconder entendimentos equivocados e crenças disfuncionais que nos carregam para uma vida sem resultados e medíocre.
Leia este artigo até o final e você vai compreender porque nunca estamos satisfeitos com o que temos, e o que fazer para não cair nas armadilhas que nos levam a uma vida medíocre, achando que o que temos é o suficiente.
O que você vai ver neste artigo:
EU QUERO SEMPRE MAAAAIS…

Eu quero sempre maaaaais,
Eu quero sempre maaaaais,
Eu espero sempre maaaaais …. de ti!
Nada como o bom e velho rock brasileiro, não sei você, mas eu sempre fui apaixonado!
Quando a banda IRA! lançou a música EU QUERO SEMPRE MAIS acústico, que maravilha… com a participação da cantora Pity então…
A letra da música fala de um amor distante, e do desejo de estar junto da pessoa amada.
Acontece que sempre queremos mais, mais, e mais…
No amor, nas amizades, na profissão, nas coisas do dia a dia…
Queremos mais dinheiro, queremos mais saúde, queremos mais prosperidade! E, naturalmente, não há nada de errado nisso!
É o querer mais, o desejo ardente, a ambição, que movem o mundo!
As pessoas confundem ambição com ganância.
Ambição não é ganância!
“Ser ambicioso é uma qualidade e não um defeito, um pecado, uma falha de caráter.”
Já falei sobre esse assunto neste artigo: EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA CRIANÇAS: DICAS DE COMO FALAR SOBRE DINHEIRO COM OS FILHOS
O problema é quando o “querer sempre mais” se torna o motivo de busca pela felicidade!
Diversos são os fatores que levam as pessoas a não estarem satisfeitos com o que tem e querer sempre mais, a pressão da sociedade, por exemplo, é um deles.
Infelizmente, para uma sociedade altamente consumista como a que vivemos, a felicidade não está no que temos, mas sim no que queremos ter.
“O Galaxy J7 já não me faz mais feliz depois que a Samsung lançou o Galaxy S8”
“O meu carro se tornou obsoleto a partir do momento em que o carro novo do vizinho entrou na garagem dele”
Influenciados por um padrão de vida onde a sociedade cobra e julga o “TER”, muitas pessoas são levadas há um modelo distorcido de felicidade, um modelo que jamais vão alcançar.
Você já deve ter ouvido aquela frase: “Se você não é feliz com o que tem, nunca vai ser feliz com o que falta!”
É simples, é um “chavão”, mas sim… é a pura verdade!
Ser feliz com o que temos é uma questão de se concentrar nas coisas boas que a vida nos oferece, ser grato por isso, e afastar expectativas irrealistas de que só o que falta é que nos fará felizes.
TRISTEZA OU FALTA DE GRATIDÃO?

Quando damos muita atenção a determinada coisa ou assunto, isso se expande!
Quando uma mulher está grávida, para ela e para seu marido, o que eles mais veem na rua? – Mulheres grávidas!
Se você já comprou um carro diferente, seja um modelo novo ou usado, é bem provável que depois de algum tempo você começou a ver circulando pelas ruas carros iguais ao seu: mesmo modelo, mesmos acessórios e até a mesma cor.
A verdade é que não são todas as mulheres que estão grávidas ao mesmo tempo, e nem todos resolveram comprar o mesmo carro! Isso é reflexo de uma observação mais filtrada do cérebro dando foco àquele tipo de acontecimento ou coisa!
Da mesma forma, se damos mais atenção às coisas que nos faltam vamos cair em um ciclo de tristeza, descontentamento e frustração.
O segredo está na gratidão! Em focar no que já conquistamos e sermos gratos por isso!
Ao contrário, se não estamos gratos com o que temos, jamais vamos conquistar a verdadeira felicidade.
A falta de gratidão nos leva a buscar sempre o próximo nível.
Se você não está feliz e agradecido com o seu carro, jamais vai ser feliz com o próximo, o próximo, o próximo…
Num primeiro momento uma casa super confortável, com piscina, sauna e um belo jardim lhe trará muitas alegrias, mas não felicidade!
Se não houver gratidão, depois de algum tempo as alegrias vão embora, tudo o que sobrará é rotina, banalidade, mesmice, e com isso, criamos novas expectativas de encontrar a felicidade no próximo nível.
Quando focamos naquilo que não temos, vivemos uma vida com sentimento de que nossos sonhos e ambições nunca serão realizados, então vivemos uma vida de frustrações.
Mas cuidado! Muito cuidado! É comum vermos pessoas dizerem que já são felizes com o que possuem e agirem como se nada mais fosse possível fazer para melhorar suas condições pessoais, profissionais, amorosas, financeiras etc.
Por trás de pensamentos e atitudes assim podem se esconder crenças limitantes que, mesmo inconscientemente, bloqueiam as pessoas de provarem da verdadeira felicidade, de serem pessoas melhores, de conquistarem o melhor que a vida pode oferecer.
FELICIDADE VERDADEIRA OU CRENÇA LIMITANTE?

Não quero ser rico! – Disse um velho amigo meu.
“Já tenho tudo na vida, não preciso de mais nada para ser feliz! Tenho minha casa, minha família, meu trabalho … Já sou rico! Não preciso de mais nada” – disse ele.
Para que você entenda, esse amigo é uma pessoa simples, com hábitos simples, e uma rotina não muito diferente da rotina de muitas pessoas: Da casa para o trabalho, do trabalho para a casa, do banho para o sofá (televisão), do sofá para a cama, e no outro dia… Tudo de novo!
Veja, não seria nenhum problema se esse meu amigo dissesse que é feliz e que não quer ser rico, se ele não fosse “viciado” em jogos de loteria!
Você entende? Algo não está fechando!
Como pode alguém dizer que não quer ser rico, e ter tanta vontade assim de ganhar na loteria? Ou será que ele joga somente para “competir” e “gastar” alguns reais?
Muitas pessoas carregam crenças que as impedem de crescer na vida, de ter sucesso financeiro.
Se uma pessoa cresceu ouvindo dos pais que a vida é assim mesmo, que não tem como mudar, que os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, é bem provável que essa pessoa acredite verdadeiramente nisso (tem uma crença).
Então, se ela nasceu em uma classe menos favorecida financeiramente, vai acreditar que não pode mudar nada ao seu redor, que a vida é assim mesmo, que quem nasceu pobre vai morrer pobre.
Essas verdades (crenças) ficam enraizadas no subconsciente da pessoa, e quando alguém pergunta se ela quer ser rica, ela vai criar um milhão de “historinhas” se justificando do porque não quer ser, até mesmo dizer que “Já é feliz assim”.
Não há nada de errado se você é feliz com uma vida simples, com hábitos simples, a felicidade se manifesta diferente em cada pessoa, e como já disse, devemos buscar a felicidade no que já temos através da gratidão!
Mas é importante refletir se nossas crenças – aquilo em que acreditamos, não estão nos impedindo de crescer na vida, não estão nos bloqueando.
Temos que refletir se realmente somos felizes ou se estamos inventando desculpas e contando “historinhas” para justificar uma atitude acomodada ou bloqueada por crenças limitantes.
ENTÃO? VOCÊ É FELIZ COM O QUE TEM?
Pense nisso:
Nunca busque a felicidade naquilo que você ainda não tem, você nunca vai ter tudo, então buscar felicidade no que lhe falta é uma busca sem fim.
Aprenda a ser grato e feliz com o que tem! Muitas vezes focamos no que queremos e negligenciamos totalmente o que já conquistamos.
Seja ambicioso, a ambição move o mundo! Queira mais da vida, mas porque você realmente quer e não porque você acha que precisa ter.
Aldecir Roberto
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por Aldecir Roberto | Investimentos
SÉRIE: APRENDA A INVESTIR EM RENDA FIXA E MULTIPLICAR SEU DINHEIRO: INVESTIMENTOS EM CRI E CRA – CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS (CRI) e CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO (CRA)
Quando o assunto é investimentos, quanto mais opções de escolha nós tivermos, maiores serão as chances de encontrar investimentos mais adequados aos nossos objetivos.
Esta série de artigos traz tudo sobre os investimentos em renda fixa mais populares do mercado.
Nos artigos anteriores já falei sobre: CDB-Certificado de Depósito Bancário, LCA-Letras de Crédito do Agronegócio e LCI-Letras de Crédito Imobiliário, se você quiser acompanhar esta série de artigos vale a pena dar uma olhada nestes links.
“Investir bem é buscar sempre a melhor rentabilidade levando em conta os objetivos do investimento e o apetite ao risco”.
Neste artigo você vai aprender tudo sobre os CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS.
Vamos lá?
Bem, é certo que os impostos e taxas são vilões que roubam parte da rentabilidade do investimento, assim, as modalidades de investimentos sem imposto de renda têm atraído os brasileiros cada vez mais.
Os CRIs e CRAs se destacam nesta modalidade de investimento sendo muito procurados pelos investidores, porém, é preciso alguns cuidados na hora de optar por investir nos Certificados de Recebíveis, principalmente em relação aos prazos e aos riscos envolvidos.
Mas afinal, o que são os Certificados de Recebíveis CRI e CRA? Que vantagens eles têm em relação a outros investimentos de renda fixa? Como Investir nos certificados de recebíveis?
Leia este artigo até o final e você terá todas estas respostas e muitas outras sobre os investimentos em Certificados de Recebíveis.
Você vai aprender neste artigo:
- O que são os Certificados de Recebíveis CRI e CRA
- Prazos maiores, melhor rentabilidade
- Qual é a remuneração dos Investimentos em CRI e CRA
- RISCOS: Cuidados com a garantia dos CRI e CRA
- Quais as vantagens dos investimentos em CRI e CRA
- Como Investir em CRI e CRA?
O QUE SÃO OS CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS?

Depois do “BOOM” das LCI-Letras de Crédito Imobiliários e das LCA-Letras de Crédito do Agronegócio em 2015 (veja aqui), os Certificados de Recebíveis, investimentos relativamente novos, tomaram a cena no mercado de renda fixa.
Mas o que são os certificados de recebíveis?
Os Certificados de recebíveis são títulos de renda fixa emitidos por Companhias Securitizadoras com a finalidade de captar recursos para financiar setores da economia.
Para entendermos melhor sobre os certificados de recebíveis, primeiro vamos entender o que é SECURITIZAR!
Securitizar é transformar direitos de crédito – ou direitos creditórios – como duplicatas a receber, cheques, contratos de aluguel, contrato de compra e venda de imóveis etc. em títulos que são negociados no mercado.
São as Companhias Securitizadoras – instituições não financeiras – que securitizam direitos creditórios, ou seja, que transformam créditos a receber em títulos que são negociados no mercado.
O diagrama abaixo mostra como funciona uma operação de securitização.

- O DEVEDOR adquiri bens e/ou serviços para pagar a prazo gerando um direito ao CREDOR de receber (duplicatas, contrato de aluguel, contrato de compra e venda etc).
- O CREDOR cede (cessão de crédito) o direito de receber para a SECURITIZADORA.
- A SECURITIZADORA emite os Certificados de Recebíveis lastreados no direito de crédito, e disponibiliza no mercado para os INVESTIDORES.
- Os INVESTIDORES investem nos Certificados de Recebíveis passando os valores investidos para a SECURITIZADORA.
- Com o dinheiro captado dos investimentos a SECURITIZADORA paga o CREDOR (pela cessão dos direitos creditórios)
- O DEVEDOR paga os valores diretamente para a SECURITIZADORA que por vez utiliza esses valores para remunerar os INVESTIDORES.
Bem, agora que você já sabe como os Certificados de Recebíveis são emitidos, é mais fácil falarmos sobre os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).
Quer saber mais sobre o processo de securitização? Clique aqui
Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)

Securitizar é transformar créditos a receber – como os provenientes das vendas a prazo nas atividades comerciais, financeiras ou prestação de serviços – em títulos negociáveis no mercado. O Certificado de Recebível Imobiliário, portanto, é uma securitização de direitos creditórios originados nos financiamentos imobiliários. O mercado de valores mobiliários brasileiro/Comissão de Valores Mobiliários. 3. ed. Rio de Janeiro: Comissão de Valores Mobiliários, 2014
Os CRI-Certificados de Recebíveis Imobiliários são títulos de renda fixa emitidos pelas Companhias Securitizadoras para financiar transações do mercado imobiliário.
Por exemplo, vamos considerar que uma empresa construtora de imóveis residenciais dá início a um empreendimento onde serão vendidas 200 unidades residenciais na planta.
Os compradores irão adquirir e financiar os imóveis para pagamentos em 120 meses, então irão gerar um direito de crédito para a construtora.
A construtora, para não ter que esperar para receber as parcelas dos compradores, pode antecipar o recebimento cedendo o direito de crédito para uma Companhia Securitizadora, aí vem o processo de securitização:
- Os DEVEDORES são as pessoas que adquiriram os imóveis na planta;
- O CREDOR é a Construtora;
- A COMPANHIA SECURITIZADORA emite os CRIs lastreados nos direitos creditórios;
- Os INVESTIDORES investem nos títulos emitidos.
Assim, quando você investe em CRI, você está comprando o direito de receber os pagamentos das transações que financiam o mercado imobiliário.
Em outras palavras, ao investir em CRI você está “emprestando o seu dinheiro” para o mercado imobiliário, e receberá do emissor do CRI, periodicamente ou na data do vencimento do título, o valor investido mais uma remuneração por isso (juros).
Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)

A dinâmica dos investimentos em CRA-Certificados de Recebíveis do Agronegócio é a mesma dos CRI’s.
A diferença está no setor que é financiado pelo investimento.
No caso dos CRI’s, como já vimos, são investimentos que captam recursos para financiar o mercado imobiliário.
Já os CRA’s financiam negócios entre produtores rurais (ou cooperativas) e terceiros – o mercado do Agronegócio.
Os valores captados dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio são utilizados para financiar empréstimos relacionados à produção, comercialização, ao beneficiamento ou industrialização de produtos, insumos agropecuários, máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.
Assim como nos investimentos em CRI, os investimentos em CRA são títulos de renda fixa que correspondem a uma promessa de pagamento futuro em dinheiro.
Investir em CRI ou CRA significa comprar o direito de receber os pagamentos dos financiamentos feitos pelos setores imobiliários e do agronegócio respectivamente.
Quando você compra um desses títulos, você empresta seu dinheiro para a instituição emissora financiar os mercados do agronegócio (CRA) e/ou o setor imobiliário (CRI), e em troca disso, você recebe periodicamente ou na data do vencimento do título, o valor que você investiu + juros sobre este valor.
PRAZOS MAIORES, MELHOR RENTABILIDADE

Quando o assunto é liquidez, tanto o CRA quanto o CRI podem perder para outros títulos de renda fixa, isso porque estes títulos costumam ter vencimentos mais longos.
Alguns CRI´s, por exemplo, podem ter prazos de 2,3,4 anos ou mais, por isso não são aconselháveis para quem vai precisar do dinheiro no curto prazo.
Portanto, no processo de decisão, antes de investir em CRA ou CRI, é preciso ter em mente que, para valer a pena o investimento, muito provavelmente você terá que ficar com o título até o vencimento.
Claro que há o outro lado da moeda, por serem títulos com baixa liquidez, ou seja, com prazos mais longos, acabam se tornando atrativos para quem não vai precisar do dinheiro antes do vencimento do título.
Títulos com prazos maiores costumam ter rendimentos (juros) maiores, por isso a importância de definir bem seus objetivos financeiros e os prazos para alcança-los.
Quando fazemos isso, temos um horizonte definido de quanto tempo podemos ficar com o dinheiro investido, assim podemos decidir dentre as opções de investimentos existentes quais são mais atrativas naquele momento.
Quanto ao pagamento dos juros, em função da flexibilidade na emissão dos títulos CRI e CRA, pode haver títulos com pagamento de juros semestrais, anuais ou no vencimento.
QUAL É A REMUNERAÇÃO DOS INVESTIMENTOS EM CRI E CRA?

A remuneração dos certificados de recebíveis, assim como em outros investimentos em renda fixa, pode ser pós-fixada, pré-fixada, ou ainda indexada a um índice como o IPCA ou o IGP-M.
Podem existir também certificados de recebíveis que tenham a remuneração atrelada a títulos públicos como NTNB por exemplo + uma taxa fixa (saiba mais sobre títulos públicos aqui), mas os mais comuns são CRIs e CRAs que pagam um percentual do CDI + uma taxa fixa.
Vamos ver os principais tipos de remuneração paga pelos CRI-Certificados de Recebíveis Imobiliários e os CRA-Certificados de Recebíveis do Agronegócio:
Títulos pré-fixados
Os títulos pré-fixados são aqueles que você já sabe na hora da compra o quanto irá receber de juros.
Por exemplo, pode existir um CRA que paga juros de 8% ao ano. Ao investir neste título, você irá receber no vencimento ou no final de cada período (anualmente, mensalmente, semestralmente etc) o valor investido mais uma taxa de juros fixa, calculada a 8% ao ano.
Títulos pós-fixados
Diferentemente dos pré-fixados, com os CRIs e CRAs pós-fixados não tem como saber no ato da compra quanto você irá receber de juros.
Isto porque estes títulos utilizam índices futuros para remunerar o investimento, como o índice é uma referência futura não tem como saber de imediato quanto vai ser pago de juros.
Por exemplo, um CRI que paga 100% do CDI com um vencimento para 3 anos. Como o CDI é um índice diário, não é possível saber quanto será o CDI no vencimento do título, depois de 3 anos.
Portanto, no final dos 3 anos, no vencimentos do título, o rendimento será definido em 100% da taxa CDI daquele dia.
Títulos mistos (taxas pré-fixadas e pós-fixadas)
Estes títulos são uma junção entre os pré-fixados e os pós-fixados, uma mistura das duas remunerações.
Estes são os CRIs e CRAs mais comuns existentes no mercado, em geral a remuneração destes títulos é dada por um percentual do CDI + uma taxa fixa.
Por exemplo: um CRA que paga 90% do CDI + uma taxa fixa de 0,8% (CDI pós-fixado e 0,8% pré-fixado).
Outro exemplo são os Certificados de Recebíveis que pagam o IPCA (índice que mede a inflação) + uma taxa fixa, Ex: IPCA + 0,9%.
Tanto os juros dos Certificados de Recebíveis Imobiliários quanto os juros dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio podem ser pagos periodicamente (mensal, quinzenal, anual, etc.) ou somente no vencimento do título.
Importante saber que a remuneração dos CRIs e CRAs é líquida, isenta de IOF e de IMPOSTO DE RENDA para pessoas físicas, isso significa que a taxa que você contrata na hora da compra do título já é a remuneração líquida que você vai receber no final do período ou no vencimento.
Além da isenção de IOF e IR para pessoas físicas, não há outras taxas envolvidas nestes investimentos como taxa de administração por exemplo.
RISCOS: CUIDADOS COM A GARANTIA DOS CRI E CRA

Quanto às garantias, os Certificados de Recebíveis CRI e CRA são diferentes dos outros títulos privados como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito de Agronegócio (LCA), por exemplo.
As LCIs e as LCAs possuem garantia do FGC-Fundo Garantidor de Crédito para valores investidos de até R$ 250 mil (veja mais sobre as LCI aqui e LCA aqui), já os Certificados de Recebíveis CRI e CRA não possuem esta garantia.
As garantias dos Certificados de Recebíveis estão associadas às atividades imobiliárias (CRI) e do agronegócio (CRA).
No caso dos Certificados de Recebíveis Imobiliários, as garantias são os empreendimentos físicos, ou seja, os bens imóveis ficam atrelados ao CRI e servem como garantia por meio de alienação fiduciária.
Já os CRA, cujos riscos de investimento estão associados às atividades do agronegócio, podem possuir garantias vinculadas, portanto, à propriedade rural ou a produção (safra).
O importante ao se pensar em investir em um Certificado de Recebíveis, é avaliar os riscos dos negócios, sejam eles empreendimentos imobiliários, para os investimentos em CRI, ou negócios agrícolas para os investimentos em CRA.
Mas como fazer isso?
Uma forma de avaliar a qualidade dos papeis antes de investir é buscar saber se eles passaram pelo crivo de uma Agência de Rating (Agência de Classificação de Risco de Crédito).
“Os Ratings são Notas de Crédito emitidas por agências de classificação de risco sobre a qualidade de crédito. As agências avaliam a capacidade de um emissor (bancos, financeiras, empresas, etc.) de honrar suas obrigações financeiras integralmente e no prazo determinado.” Easynvest.
Quanto maior for o rating do título, melhor a expectativa de pagamento pontual e integral do investimento, ou seja, um título com uma avaliação positiva (boa nota) pode ser considerado como de menor risco.
VANTAGENS EM INVESTIR EM CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS E DO AGRONEGÓCIO

Algumas vantagens dos Certificados de Recebíveis são:
- Isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas;
- Isenção de IOF;
- Permitem investimentos a partir de R$ 1.000,00;
- Rentabilidade maior que outros títulos em renda fixa;
- Maiores prazos e diversas possibilidades de remuneração.
COMO INVESTIR EM CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS E DO AGRONEGÓCIO?

Investir em CRI e CRA é bem simples, e não é diferente de outros títulos de renda fixa existentes no mercado.
Primeiro você precisa ter uma conta em uma Corretora de Valores, faça uma busca no site da BMFBOVESPA das corretoras existentes: click aqui BMFBOVESPA
Não vou mencionar nomes de corretoras aqui, mas existem no mercado excelentes corretoras.
O importante é que você escolha uma corretora de sua confiança, pesquise, analise, busque conhecer bem a corretora, e o que outros investidores estão falando sobre ela.
Uma vez aberta sua conta em uma corretora, investir em Certificados de Recebíveis é bem simples, é só transferir o dinheiro para a conta da corretora, escolher o ativo que deseja investir e dar a ordem de compra.
Quer aprender mais sobre investimentos? Leia todos os artigos já disponibilizados no Guia das Finanças sobre investimentos aqui!
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Prosperidade, sucesso, e até o próximo artigo da série!!
por Aldecir Roberto | Construindo Riquezas
Como você vê o sucesso financeiro?
Você se sente capaz de alcançar o que tanto deseja financeiramente, ou acha que isso é um privilégio de poucos?
Será que o sucesso financeiro nasce do acaso como ganhar na loteria, por exemplo?
Nada disso!
O sucesso financeiro não é privilégio de poucos, nem tão pouco nasce do acaso, quando nasce, pode morrer em pouco tempo porque quem o recebe não está preparado para mantê-lo.
Exemplos disso são os famosos vencedores do BBB (Big Brother Brasil).
Muitos deles ganharam uma boa fortuna no passado, e em pouco tempo, perderam quase todo o dinheiro, por não saberem cuidar dele.
Outro exemplo são os ganhadores da mega sena, que ficaram ricos da noite para o dia e muitos perderam tudo.
Todos nós temos poder em potencial para conquistar uma vida financeiramente tranquila e abundante se estivermos dispostos a seguir os princípios do sucesso financeiro.
Estes princípios trabalham arduamente para transformar vidas de escassez e privações em vidas de abundância e prosperidade.
Ninguém pode aplicar estes princípios e não ter sucesso!
Veja, os princípios do sucesso financeiro não têm nada a ver com esquema de pirâmide ou de enriquecimento rápido da noite para o dia, porque isso não existe!
Não há solução rápida para o sucesso.
Muitas pessoas ainda hoje acreditam em enriquecimento rápido, como alguns “marqueteiros” pregam por aí.
Estas pessoas infelizmente estão perdendo o precioso dom do tempo em busca do “ouro do tolo”, focam no imediatismo e se esquecem da verdadeira liberdade financeira.
Claro que não podemos nos apegar à ideia de que ter sucesso financeiro é difícil ou para poucos, isso é uma crença que impede as pessoas de alcançar o que desejam.
Neste artigo você vai aprender de forma estruturada 3 dos princípios básicos para conquistar o sucesso financeiro.
Se você olhar para a vida de qualquer pessoa financeiramente bem sucedida, verá que de alguma forma esta pessoa está aplicando estes princípios.
Você também pode aplicá-los em sua vida e transformá-la para sempre.
Três princípios básicos para o Sucesso Financeiro:
#1 ACREDITE, VISUALIZE, SINTA

Você não vai alcançar o sucesso financeiro se não pode vê-lo à sua frente!
Você não pode se tornar bem sucedido financeiramente se não consegue ver-se verdadeiramente rico, se não consegue acreditar que pode.
Para construir uma vida próspera e abundante, é preciso acreditar que pode, visualizar-se diante daquilo que deseja, e sentir-se como tal.
ACREDITE, SE ALGUÉM CONSEGUIU VOCÊ TAMBÉM CONSEGUE!
Ninguém irá além da imagem que projeta de si mesmo.
Se você perguntar para as pessoas se elas querem enriquecer, se elas querem ter uma vida próspera cheia de realizações, se elas querem ter sucesso financeiro, certamente elas dirão que sim.
Mas se você perguntar para essas mesmas pessoas o quanto elas acreditam fielmente que podem conseguir, quantas você acha que responderiam sim?
Responda para você mesmo com muita honestidade e sinceridade, só para você:
“O quanto você acredita que pode ser bem sucedido(a) na vida?”.
Muitas pessoas desejam ser ricas, mas não acreditam que verdadeiramente podem, porque carregam a crença de incapacidade.
A crença de incapacidade é a “verdade absoluta” na qual você acredita que não pode fazer, ou aprender a fazer algo.
Acredite! Se alguém já fez, se alguém já pôde conquistar, você também pode fazer, você também pode conquistar.
Foi da fé de Henri Ford, da força em acreditar que era possível, que nasceu o motor de 8 cilindros confeccionado em um só bloco (na época, o chamado V8).
Enquanto seus funcionários não acreditavam que era possível, sua fé e sua persistência transformou o “impossível em possível”.
Todos nós somos iguais, o sucesso não é privilégio de poucos, você tem tudo o que precisa para conquistar sua independência financeira, acredite!
VISUALIZE E SINTA
Visualize seus objetivos financeiros como se você já os estivesse alcançados, sinta-se de posse do que deseja.
Toda riqueza primeiro começa na mente, depois se externaliza.
Quer ver como isso é verdade?
Escolha um objeto perto de você, pode ser qualquer objeto… Escolheu?
Esse objeto que você escolheu foi criado duas vezes:
- Primeiro foi criado na mente de uma ou mais pessoas, através de um sonho, uma ideia, uma necessidade.
- Depois, através de uma ação, um comportamento, uma atitude, foi criado no mundo físico.
Toda riqueza primeiro é criada no mundo mental, depois no mundo físico.
Porém, nem tudo o que criamos em nossa mente se manifesta no mundo físico, outros fatores são necessário para que isso aconteça.
A visualização é um desses fatores.
E quando uma visualização é combinada com uma grande carga de sentimento, nosso cérebro começa a trabalhar arduamente para conseguir tudo o que for necessário para realizar o que desejamos.
É muito provável que alguma vez enquanto você assistia a um filme no cinema você teve reações físicas como: suor, coração acelerado, chorou, sorriu, ficou com raiva, ficou triste…
E sabe por que isso acontece?
Porque o nosso cérebro não diferencia uma visualização real de uma visualização irreal, a química que ocorre em nosso cérebro é a mesma em ambas as situações.
Por isso a importância de visualizar, e sentir-se diante do que deseja.
Fazendo isso de forma consciente, sua mente subconsciente irá trabalhar e mandar para você o plano ou os planos necessários para que tudo se torne realidade.
#2 DÊ TEMPO AO TEMPO

Infelizmente vivemos em um mundo imediatista, as pessoas querem tudo para agora (ou para ontem), e sem o mínimo de esforço.
As pessoas querem fazer dieta por uma semana, e ficarem magras pelo resto da vida.
Querem trabalhar uma hora por dia, e receber pelo valor do mês todo.
Querem investir um real hoje, e resgatar um milhão amanhã.
Mas a coisa não funciona dessa forma!
O sucesso financeiro vem das experiências adquiridas com o tempo, não há como ser bem sucedido financeiramente da noite para o dia.
Vejo alguns gurus financeiros dizerem que ficaram milionários em pouco tempo, e que podem ensinar isso para qualquer pessoa.
Isso não passa de “jogada de marketing” para vender cursos e palestras.
Pode até haver pessoas que “parecem” ter tido sucessos financeiro da noite para o dia, porém, as coisas nem sempre são como parecem.
O que esses gurus não falam, é sobre o conhecimento adquirido ao longo de muitos anos, o somatório das experiências de vida, os fracassos, os acertos e erros cometidos antes de alcançarem o sucesso.
O que chega são apenas os frutos colhidos em pouco tempo, mas o plantio, o cuidado com a planta, o sol e a terra que por muitos anos ajudaram no crescimento da árvore para que ela pudesse dar frutos, não são mencionados.
Talvez uma empresa desgastada com o tempo, depois de muitos anos lutando para se manter ativa, corrigindo erros e se aperfeiçoando, por causa de uma ideia inovadora, de um produto novo, faça fortunas em pouco tempo.
Se isso acontecer, pode ficar a impressão de que a empresa se tornou uma empresa de sucesso da noite para o dia, mas na realidade, o tempo teve uma grande participação nisso.
Antes de ter sucesso financeiro, Bill Gates passou anos de sua vida aprendendo sobre softwares de computador.
Michael Jordan passou anos aprendendo sobre basquete antes de se tornar um dos melhores e mais bem pagos marcadores que o basquete já viu.
Certamente em algum ponto de suas vidas, Michael Jordan e Bill Gates tiveram dúvidas de como fazer, e o que fazer para alcançar o sucesso.
Mas a experiência, a determinação e o tempo, foram capazes de esclarecer todas as dúvidas e resultar no sucesso.
Dê tempo ao tempo, jamais subestime um começo pequeno, o tempo irá resolver tudo.
Se você acreditar e visualizar que o sucesso já faz parte da sua vida, elaborar planos bem definidos e colocá-los em prática, o tempo irá fazer de você um especialista, e a partir daí, as portas do sucesso se abrirão.
#3 IMPACTE AS PESSOAS

Você tem impactado a vida de alguém?
Falando de outra forma, “Você tem resolvido problemas para as pessoas?”.
O sucesso financeiro só vem para quem consegue resolver os problemas das pessoas.
Você só vai ser recompensado financeiramente pela quantidade de problemas que você resolve para as outras pessoas.
Quanto maior for o número de pessoas que você conseguir impactar resolvendo os problemas delas, maior será o seu sucesso financeiro.
Cristiano Ronaldo, considerado um dos maiores jogadores de futebol do mundo tem impactado a vida de milhões de pessoas com seu futebol.
As pessoas precisam de entretenimento! É por isso que ele é um dos jogadores mais bem pagos do mundo.
Paulo Coelho tem impactado uma multidão de leitores ao redor do mundo com seus livros.
Com isso, ele entrou na lista das 300 pessoas mais ricas da Suíça com uma fortuna estimada de um bilhão de reais.
Impactar as pessoas significa fornecer valor a elas para que elas lhe recompense financeiramente por isso.
Procure maneiras de resolver os problemas das pessoas, todos precisam de algo, talvez você possa ajudar de alguma forma.
As pessoas estão dispostas a pagar – e pagar bem – para que os problemas delas sejam resolvidos.
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por Aldecir Roberto | Cuidando do Dinheiro, Educação Financeira
Você gostaria que seus filhos se transformassem em adultos bem-sucedidos financeiramente, que tivessem dinheiro suficiente para garantir segurança e independência financeira, e que fossem capazes de viver uma vida mais feliz, tranquila e equilibrada?
Tenho certeza que sim…
Filho, o dinheiro é bom ou mau? – Perguntei um dia ao meu filho de 7 anos (na época).
Para minha surpresa, recebi uma resposta simples e direta: “Papai, vai depender do que a gente faz com ele”.
Claro que fiquei feliz com o que ouvi, afinal, diante de tantas dificuldades em educar os filhos, nada mais gratificante do que ver que o esforço vale a pena.
O dinheiro faz parte de nossas vidas.
Desenvolver a inteligência financeira desde cedo é fundamental para que os filhos se tornem adultos capazes de fazerem boas escolhas, de priorizarem o que realmente é importante, de superarem desafios financeiros e de tomarem decisões financeiras mais conscientes durante a vida.
O melhor investimento que podemos fazer para nossos filhos é a educação, não há dúvidas!
Mas é importante que essa educação não esteja limitada apenas ao ensino convencional.
A educação financeira também deve ter seu espaço, e deve ser ensinada para as crianças desde cedo.
Comumente os pais se preocupam com a escolha da melhor escola, dos melhores cursinhos para alcançarem as melhores universidades, cursos de línguas, esportes etc.
Acontece que a educação financeira é sempre deixada de lado.
Claro que na maioria dos casos são pais que também não foram educados financeiramente, porque seus pais também não foram.
Quando muito, vemos pais ensinando os filhos a guardarem dinheiro, poupando cada centavo sem um objetivo certo.
Com isso, formam adultos preocupados apenas em acumular dinheiro e incapazes de levar uma vida feliz e equilibrada.
Infelizmente muitos pais não dão conta da importância da educação financeira na vida dos filhos.
Então, ao longo dos anos, boas escolas e boas universidades formam ótimos profissionais, nas mais diversas áreas: Engenheiros, Contadores, Médicos, Farmacêuticos, Advogados etc.
Profissionais comprometidos e muito respeitados no que fazem, mas pouco preparados financeiramente.
O que estou dizendo é bem fácil de perceber, me responda a seguinte pergunta:
Em que nível de escolaridade você aprendeu a cuidar do seu dinheiro, a lidar melhor com suas escolhas financeiras, a consumir com consciência, a controlar seus impulsos consumistas, a investir bem suas economias e a controlar as contas para gastar menos do que ganha?
Mesmo que você possua nível superior, a menos que você tenha feito um curso voltado exclusivamente para esta área, muito provavelmente você nunca ouviu falar sobre esse assunto em sala de aula.
Se você é, ou pretende ser, pai ou mãe, pense nisso!
Busque também ensinar educação financeira para as crianças, eduque financeiramente seus filhos o mais cedo possível.
Faça com que eles participem das rotinas financeiras da casa e da elaboração do orçamento doméstico, assim, o hábito de se planejar financeiramente irá aos poucos fazer parte da vida deles.
Para ajudar você nesta tarefa, aqui vão algumas dicas para que você comece a desenvolver uma mentalidade financeira mais rica em seus filhos.
DE ONDE VEM O DINHEIRO?

É preciso ensinar aos filhos desde pequenos sobre a origem do dinheiro.
Para muitas crianças o dinheiro é algo que simplesmente existe e está lá, disponível a qualquer momento.
Quando estamos fazendo compras no supermercado, por exemplo, o que as crianças veem é que o dinheiro brota da carteira ou que um simples cartão de plástico quando passado em uma maquininha, paga a conta.
As crianças devem saber que o dinheiro é um meio de troca e que para consegui-lo é necessário esforço, tempo, dedicação e conhecimento.
Devem saber que o dinheiro pode vir:
- Do salário (que é a troca das horas de trabalho por dinheiro);
- De um negócio próprio (uma loja, por exemplo);
- Do trabalho autônomo (Engenheiros, médicos, advogados);
- Dos investimentos (juros, casa de aluguel, dividendos etc.)
Enfim, que o dinheiro não é algo que simplesmente nasce no banco ou na carteira dos pais.
O Banco Central disponibiliza gratuitamente uma cartilha bem interessante para crianças, a cartilha ensina de forma simples qual a origem do dinheiro, você pode baixar gratuitamente a cartilha aqui: Cartilha sobre o dinheiro BCB
O DINHEIRO POR SI SÓ NÃO É BOM NEM MAU

Se você já ouviu ou fala algo como: O dinheiro é o mal de todas as coisas; que dinheiro não é problema é solução; que ricos são mentirosos, corruptos, gananciosos; que dinheiro não traz felicidade etc.
Cuidado para não repetir isso para seus filhos.
Tudo isso são crenças a respeito do dinheiro que limitam as pessoas de crescerem financeiramente.
Essas informações ouvidas repetidamente formam bloqueios inconscientes que são convertidos em ações que prejudicam a vida financeira da criança no futuro.
Uma criança que cresceu ouvindo que os ricos são corruptos ou que são cruéis com os menos favorecidos, por exemplo, na sua vida adulta, muito provavelmente, mesmo que inconscientemente, fará de tudo para que o dinheiro não permaneça em suas mãos.
Porque em sua mente ela não quer se tornar corrupta ou cruel com os menos favorecidos.
É como se o cérebro dissesse:
“Não aproveite esta oportunidade, você pode ficar rico, ter muito dinheiro, e então você será corrupto, ganancioso, e uma pessoa má”
O dinheiro em si não é bom nem mau, depende do que você faz com ele.
Uma faca pode matar alguém ou cortar o alimento, a faca por si só não é boa nem má.
O dinheiro pode ser utilizado para financiar armas e tráfico de drogas, mas também pode ser utilizado para ajudar a manter entidades de assistência às pessoas.
Há ricos corruptos, há pobres também!
Há pobres infelizes, há ricos também!
Se o dinheiro é o mal de todas as coisas responda: Como os asilos são mantidos? Como as igrejas se mantêm? Como as fundações e instituições de caridade conseguem cuidar das pessoas?
Compreende como isso pode influenciar seus filhos no futuro?
Ensine isso aos seus filhos!
ENSINE SEU FILHO A SER AMBICIOSO

Ambição não é ganância!
Ser ambicioso é uma qualidade e não um defeito, um pecado, uma falha de caráter.
Muitas pessoas confundem ambição com ganância, então usam a palavra ambição para desqualificar os sonhos e os desejos de alguém.
Ser ambicioso é bem diferente de ser ganancioso!
“O ambicioso quer chegar lá para se realizar e compartilhar, enquanto o ganancioso quer chegar primeiro para pegar a parte maior e não ter que repartir” – catequisar.com.br
A ambição é um forte desejo, um anseio de progredir, de alcançar um objetivo, de ter sucesso na vida…
Pessoas ambiciosas são aquelas que prosperam, são empreendedoras, são aquelas que tomam iniciativas, se arriscam, criam projetos e os colocam em prática.
Enfim…
São as pessoas ambiciosas que movem o mundo!
Ensine seus filhos a terem objetivos, ensine-os a buscarem o melhor que a vida pode oferecer e a não se contentarem com menos.
Deixe de lado as críticas e elogie sempre que eles apresentarem comportamentos ambiciosos e sonhos “impossíveis”.
JAMAIS FRUSTRE O SONHOS DOS SEUS FILHOS

Não temos dinheiro para isso!
Não podemos comprar isso!
Você não pode ter as duas coisas, escolha apenas uma!
Esqueça, você nunca vai ter algo assim!
Infelizmente as crianças são bombardeadas o tempo todo com frases de programação mental negativas.
Ao longo dos anos elas vão recebendo informações de várias fontes: pais, professores, líderes religiosos, propagandas, políticos etc.
Essas informações vão sendo armazenadas no cérebro da criança para que em momentos oportunos sejam utilizadas.
Veja que quando uma criança é “reprimida” e ouve com frequência: – Você nunca vai ter algo assim! – ela poderá criar uma crença limitadora de incapacidade.
A criança não possui defesas nem discernimento para argumentar a respeito de muitas coisas.
Assim ela tende a “gravar” como verdades absolutas o que veem, ouvem e presenciam, principalmente se isso vier dos próprios pais e carregado de uma forte emoção.
Essas informações, quando “gravadas” irão acompanhar a criança por toda vida, influenciando significativamente as atitudes, decisões e escolhas da criança, muitas vezes inconscientemente.
Por isso, devemos cuidar da programação que estamos passando para nossos filhos.
Isso também é educação financeira para crianças!
Por exemplo, a invés de utilizar frases que limitam, que impedem, que inferiorizam, busque frases que as façam pensar e buscar alternativas.
Ao invés de “Você não pode ter isso”, você pode dizer: “O que podemos fazer para ter isso? ”.
Ao invés de “Não temos dinheiro para isso”, você pode dizer: “Não planejamos comprar isso hoje! ”, ou “Não estamos aqui para comprar isso hoje”.
Ao invés de “Você não pode ter as duas coisas”, você pode dizer: “Escolha o que é mais importante para você neste momento”.
O TEMPO AO SEU FAVOR

Enriquecer é uma ciência exata!
Para isso, basta seguir os princípios fundamentais do enriquecimento:
Gaste menos do que ganha, invista bem a diferença, tenha um plano e siga-o à risca com persistência.
Considerando esse princípio, a criação de riqueza tem um fator muito importante: O tempo.
Quanto mais cedo começarmos a construir nossa riqueza menos esforço será necessário.
Isso porque no processo de multiplicação de riqueza contamos com os juros compostos nos investimentos.
Os juros compostos, também chamados juros sobre juros possuem um grande poder no processo de criação de riqueza.
Pequenos valores investidos a longo prazo podem representar um futuro milionário.
Por exemplo: R$ 200,00 investidos mês a mês ao longo de 35 anos, a uma taxa de 1% ao mês resultará num valor de R$ 1.286.191,89.
Um valor significativo considerando um investimento de apenas R$ 200,00 não é mesmo?
Claro que dependendo da idade dos seus filhos eles não vão entender o que são juros compostos nem o que são investimentos.
O importante é ensiná-los o hábito de poupança desde cedo.
Quanto mais cedo eles começarem, menos esforços e dinheiro será necessário para garantir uma vida mais tranquila financeiramente no futuro.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA CRIANÇAS: OS FILHOS COPIAM OS PAIS

Conta-se que na índia uma mãe procurou Mahatma Gandhi para lhe fazer um pedido: Que ele aconselhasse o filho dela a parar de comer doces porque o filho tinha diabetes e a doença se agravaria.
Após ouvir a mãe, Gandhi pediu que ela voltasse em quinze dias. Sem entender a mãe foi embora.
Na data marcada a mãe retornou e Gandhi pediu novamente que ela voltasse em quinze dias. Impaciente e irritada a mãe foi embora novamente.
Quando Gandhi decidiu receber o menino olhou bem nos olhos dele e disse: “filho pare de comer açúcar, pois isso irá matar você”.
Inconformada a mãe perguntou: Se era para dizer só isso, porque o senhor não disse logo na primeira vez que estive aqui?
Gandhi respondeu: “Porque até a semana passada, eu mesmo comia açúcar”.
Essa é uma lição que devemos lembrar toda vez que vamos ensinar algo aos filhos.
Não devemos ensinar aos filhos algo que não fazemos.
As crianças prestam mais atenção no que fazemos do que no que dizemos.
O cérebro das crianças possui neurônios espelhos (Neuron Mirror) mais ativos, o que faz com que elas copiem o que fazemos.
Portanto, aprenda e coloque em prática a educação financeira na sua vida.
Aprenda a cuidar melhor do seu dinheiro, a investir com sabedoria, e a controlar seus comportamentos quando o assunto é dinheiro.
Com certeza, agindo assim você estará replicando comportamento e conhecimento que irão contribuir significativamente para que seus filhos se tornem adultos mais bem preparados e conscientes financeiramente.
O que você faz para ensinar sobre dinheiro para seus filhos?
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por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Investimentos
SÉRIE: APRENDA A INVESTIR EM RENDA FIXA E MULTIPLICAR SEU DINHEIRO: INVESTIMENTOS EM LCA
No artigo anterior da série falei sobre os Investimentos em LCI, as Letras de Crédito Imobiliário, se ainda não leu você pode ler o artigo completo aqui: https://www.guiadasfinancas.com.br/investimentos-em-LCI.
Neste artigo você vai aprender como investir em LCA, as Letras de Crédito do Agronegócio.
Os investimentos em LCA seguem basicamente as mesmas regras dos investimentos em LCI, e você vai descobrir que investir em LCA pode ser uma grande oportunidade quando o assunto é renda fixa.
Ao final deste artigo você aprenderá tudo sobre como investir nas Letras de Crédito Imobiliário, quais são as principais características, e quais as vantagens e desvantagens desses títulos.
Sabemos que o seu gerente de banco tem metas para cumprir quando se trata de serviços e produtos financeiros.
Assim, na maioria das vezes ele não irá apresentar o melhor investimento para você, mas sim o melhor investimento para o banco onde ele trabalha.
Afinal você já sabe: Ninguém irá cuidar melhor do seu dinheiro do que você mesmo, por isso você não deve confiar a ninguém o seu dinheiro.
Continue lendo esse artigo até o final e você aprenderá a tirar suas próprias conclusões e analisar se é interessante investir em LCA ou não, falando de igual para igual com seu gerente de banco.
O que você vai aprender neste artigo:
O QUE É LCA

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são investimentos de renda fixa, títulos privados emitidos pelos bancos e instituições financeiras.
A LCA nada mais é do que um empréstimo que você faz para o banco.
Você empresta seu dinheiro para o banco, e o banco empresta seu dinheiro para outras pessoas que necessitam.
Nesta direção os investimentos em LCA são iguais aos investimentos em LCI e aos investimentos em CDBs.
Em ambos os casos os bancos captam seu dinheiro, e emprestam esse dinheiro para quem precisa.
Quando você investe em LCA você “compra um Título Privado” do banco ou da instituição financeira que dá a você o direito de receber o valor investido + os juros combinados.
Do ponto de vista do investidor, não há diferença entre investir em LCI ou LCA, (observando as condições de cada título claro!), o que muda, é apenas o lastro do título.
Lastro? Mas o que é isso?
Quando os bancos captam dinheiro vindo de investimentos como LCI e LCA eles emprestam este dinheiro para um determinado fim.
Por exemplo: Quando o dinheiro é captado através dos investimentos em LCI os bancos emprestam este dinheiro para financiar o mercado imobiliário (para financiar a casa própria, por exemplo).
O lastro é uma garantia real dada por quem está emprestando dinheiro do banco, quem pega este empréstimo (captado pelas LCI), dá como garantia o imóvel que está sendo financiado, por exemplo.
Já no caso das LCA – Letras de Crédito do Agronegócio, o dinheiro captado dos investimentos é destinado para financiar a produção e a comercialização de produtos e serviços do agronegócio (crédito rural).
Assim, quem pega dinheiro emprestado do banco captado através dos investimentos em LCA dá como garantia real produtos como boi, soja e milho etc.
Quando o dinheiro é captado através dos investimentos em LCA, os bancos emprestam esse dinheiro para os produtores ou cooperativas, financiando as atividades do Agronegócio.. Quando o dinheiro é captado através dos investimentos em LCI os bancos emprestam para as pessoas adquirirem ou construírem imóveis, (os chamados créditos imobiliários). |
Os bancos assim como outras instituições financeiras são os intermediários entre quem empresta o dinheiro para eles e quem pega o dinheiro emprestado deles.
Investindo em LCA o banco irá pagar juros para você e cobrar juros de quem emprestou o dinheiro dele, agindo assim como um intermediário entre as partes: Quem tem o dinheiro sobrando e quem precisa do dinheiro.
Essa é uma das intermediações em que os bancos ganham dinheiro.
Isso porque os juros que os bancos pagam para você investidor são menores que os juros que eles cobram de quem pegou o dinheiro emprestado.
Essa diferença é chamada de Spread Bancário.
PRAZOS E LIQUIDEZ PARA INVESTIR EM LCA

A liquidez é um ponto importante a ser considerado quando falamos nos investimentos em LCA.
Um título tem maior liquidez quando você consegue transformá-lo em dinheiro com maior facilidade, quanto mais fácil maior a liquidez.
Quando o prazo que você tem que ficar com o título é maior, isso torna a liquidez do título menor porque você vai ter que esperar para poder converter o título em dinheiro novamente.
As Letras de Crédito do Agronegócio possuem um prazo mínimo para resgate do valor investido.
Por isso os investimentos em LCA devem estar amarrados com os prazos dos seus objetivos financeiros para que você não corra o risco de precisar do dinheiro e não ter como resgatar o título.
O prazo mínimo de vencimento das LCA é de 90 dias.
É importante obervar que esse é um prazo mínimo estabelecido para os investimentos em LCA, porém pode haver títulos com outras opções de vencimentos como para seis meses, um ano, dois anos ou mais.
DICA IMPORTANTE: Todo dinheiro poupado e investido deve ter um propósito! Não se investe dinheiro para “depois eu vejo”. O dinheiro que você poupa e investe deve estar ligado a um objetivo financeiro bem definido, seja ele de curto, médio ou longo prazo. (veja aqui como definir seus objetivos para realizar seus sonhos)
COMO É A RENTABILIDADE DAS LCA – QUANTO VOCÊ PODE GANHAR INVESTINDO EM LCA?

A rentabilidade das Letras de Crédito do Agronegócio segue a mesma dinâmica das LCI e dos CDBs, podendo ter rentabilidade pré-fixada, pós-fixada e mista (híbrida).
Quando o banco lhe oferece uma LCA com uma taxa de rentabilidade pré-fixada, isso significa que você vai saber exatamente o quanto vai ganhar de juros já no momento da compra do título.
Supomos que o banco lhe ofereça uma LCA com uma taxa fixa de 5% ao ano por exemplo.
Neste caso, você fica sabendo no momento da compra que ao final do período (vencimento do título) você vai receber o seu dinheiro de volta mais os 5% de juros ao ano.
A taxa é fixada no momento da compra e não muda, daí ser uma taxa pré-fixada.
Agora, quando o assunto são as LCA com rentabilidade pós-fixada, não é possível saber o quanto você vai receber de juros na data da compra.
Isso porque o banco não vai fixar uma taxa pré-definida, como os 5% do exemplo.
Ele vai indicar uma taxa de referência futura, como um percentual do CDI (Certificado de depósito Interbancário), por exemplo.
Veja que até o vencimento do título, lá no futuro, o CDI pode cair ou subir, é uma taxa de referência, não sabemos qual será o valor do CDI no futuro.
A essa altura, é bem provável que você já saiba o que é CDI, mas se ainda não sabe, não se preocupe falo sobre ele mais adiante.
Por isso os juros a serem pagos efetivamente para quem investir em uma LCA pós-fixada, só serão sabidos no vencimento do título.
As LCA híbridas ou mistas, como o próprio nome diz são títulos que unem as duas situações anteriores, ou seja, uma taxa de rentabilidade é fixa, e outra que depende de uma taxa futura.
Veja os tipos de remunerações para os investimentos em LCA:
- LCA com rentabilidade fixa (pré-fixadas)
- LCA com rentabilidade em um percentual do CDI (pós-fixadas)
- LCA atreladas a Inflação (IPCA) (mista: pré-fixada e pós-fixada)
Para que você compreenda melhor cada uma delas vamos detalhá-las e exemplificar.
LCA com rentabilidade fixa (pré-fixadas)
Se uma LCA é pré-fixada, isso significa que a taxa de juros que o banco vai pagar no resgate do título já é conhecida no momento da aplicação.
Assim, se você investir em uma LCA pré-fixada, de imediato você vai saber exatamente o quanto vai receber no resgate do título.
Por exemplo:
Um banco oferece uma LCA com uma taxa pré-definida de 12,10% ao ano, com vencimento para 1 ano, e um valor mínimo para aplicação de R$ 4.000,00.
Se você aplicar seu dinheiro neste título você sabe que irá receber ao final de um ano o valor investido mais 12,10%, ou seja: R$ 4.000,00 x 12,10% = R$ 4.484,00.
Veja que aqui a taxa é fixa, a rentabilidade não muda, não importa o que aconteça o valor que você vai receber é o mesmo.
LCA rentabilidade dada pelo CDI (pós-fixadas)
Uma LCA com rentabilidade dada pelo CDI, não tem uma taxa fixa como no exemplo anterior.
Se você já leu os outros artigos desta série sobre Investimentos em CDB e Investimentos em LCI, você já sabe o que é o CDI, ou taxa CDI ou apenas taxa DI.
Se você ainda não leu recomendo a leitura para melhorar ainda mais seu conhecimento em renda fixa (veja todos os artigos sobre investimento aqui)
Mas de qualquer maneira, é sempre bom relembrar.
O que é a taxa DI, ou taxa CDI?
A taxa CDI é calculada pela CETIP – Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados (você pode conhece melhor a CETIP AQUI), e tem como base de cálculo as transações interbancárias, ou seja, as transações entre bancos.
Simplificando, a dinâmica dessas transações acontece assim:
Pode ser que em um determinado momento um banco esteja precisando de dinheiro para cobrir seu caixa.
Quando isso acontece, ele toma dinheiro emprestado de outro banco para cobrir o caixa, e em contra partida se compromete através de um CDI – Certificado de Depósito Interbancário a devolver o valor emprestado + o pagamento de uma taxa (juros).
O mercado é muito dinâmico e isto acontece diariamente.
É aí que entra o papel da CETIP.
A CETIP, diante dessas transações, verifica todas as taxas praticadas pelos bancos, então faz uma média dessas taxas.
Dessa média nasce então a taxa CDI, ou taxa DI.
Você pode consultar qual é a taxa DI hoje aqui.
Agora que você já sabe o que é a taxa DI e como ela é calculada, vamos entender então como funcionam os investimentos em LCA pós-fixados com rentabilidade do CDI.
Se um banco oferece uma LCA com uma rentabilidade de 95% do CDI, com vencimento para 1 ano, significa que ele está usando a taxa DI como uma taxa de referência para o futuro.
Como a taxa DI é calculada diariamente, não se sabe qual será o valor da taxa daqui a um ano.
Consequentemente também não se sabe qual será a rentabilidade, isso porque vai depender de qual será o valor da taxa DI no vencimento do título.
Imagine que daqui um ano a taxa DI esteja em 11,5% (hoje enquanto escrevo este artigo ela está em 12,13%), considerando o exemplo de uma LCA que paga 95% do CDI então teremos:
11,5 X 95% = 10,93%, ou seja, a rentabilidade do título será de 10,93%.
Neste exemplo, se você investiu R$ 10.000,00, você terá o seu dinheiro de volta + o rendimento de 10,93%: R$ 10.000,00 x 10,93% = R$ 11.093,00.
Os títulos atrelados à taxa DI são indicados quando a expectativa é de que a taxa DI irá subir, isso porque quanto maior a taxa DI maior será a rentabilidade do título.
Certamente que o inverso também é verdadeiro, se acreditamos que a taxa DI vai cair, então investimentos atrelados a ela podem não ser atrativos.
LCA MISTA: pré-fixada e pós-fixada
Na grande maioria as LCA são ofertadas com rentabilidade atrelada ao CDI, ou tem uma taxa de rentabilidade pré-fixada, como nos exemplos acima.
No entanto, também podem existir títulos mistos, onde a rentabilidade é dada por uma taxa fixa + uma taxa de referência (como o IPCA-Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, por exemplo).
No caso das LCA mistas (ou híbridas), os bancos podem oferecer títulos com uma rentabilidade fixa de 6% a ano, por exemplo, + a variação da inflação (IPCA).
Essa é uma mistura de taxa pré-fixada com pós-fixada.
Uma taxa você já sabe qual é no momento em que está investindo (6%), a outra você só saberá no vencimento do título (IPCA).
As LCA mistas com vínculo ao IPCA são indicadas para quem quer proteger o dinheiro da inflação, isso porque sempre haverá uma rentabilidade real, independentemente de quanto será a inflação do período (no exemplo acima uma rentabilidade real de 6% ao ano).
INVESTIR EM LCA É SEGURO?

Todo investimento tem risco, porém ele pode ser controlado.
Se você compra um terreno ele pode se desvalorizar, se você monta uma empresa corre o risco de não dar certo e falir, o agricultor que investe na plantação corre o risco de um evento da natureza prejudicar a colheita, em fim…
Com as LCA isso não é diferente!
O risco de se investir em LCA é se o banco ou instituição que você investiu falir e não devolver o seu dinheiro, esse é o chamado risco de crédito.
A notícia boa disso tudo é que esse risco pode (e deve) ser controlado levando em consideração o valor investido.
Acontece que os investimento em LCA são garantidos pelo FGC–Fundo Garantidor de Crédito em até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.
Isso significa que se você tem investido em LCA um valor igual ou menor que 250 mil por instituição financeira, caso o banco que você investiu venha falir o FGC irá devolver o seu dinheiro corrigido até a data da falência do banco.
É por isso que os investimentos em LCA são considerados de baixo risco.
Se você mantiver investimentos em várias instituições financeiras com valores inferiores a 250 mil, você estará garantido pelo FGC.
Quer saber mais sobre o FGC?
Você pode acessar o site do fundo aqui, e também veja quais as instituições financeiras que participam do FGC aqui.
TRIBUTAÇÃO, VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS INVESTIMENTOS EM LCA

Ao contrário dos CDBs e dos Títulos do Tesouro Nacional, as LCA são isentas de Imposto de Renda, o que torna este tipo de título atrativo e bastante competitivo se comparados com outros tipos de investimento em renda fixa.
As LCA também são isentas de IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras.
Vamos ver agora um resumo das vantagens e desvantagens dos investimentos em LCA.
- São isentas de imposto de renda e IOF;
- É um investimento considerado conservador (baixo risco);
- É garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até R$ 250 mil;
- Tem rentabilidade em geral superior à poupança;
- Valor mínimo para investimento – Na maioria das LCA ofertadas, a maior desvantagem é o valor mínimo que os bancos exigem para investimento.
Com um valor mínimo muito alto, o pequeno investidor fica de fora até que consiga um valor suficiente para seu primeiro investimento.
Algumas instituições financeiras podem oferecer LCA com valores menores, como R$ 1.000,00, por exemplo, no entanto, a rentabilidade oferecida é muito baixa, o que torna o investimento nada atrativo.
- Baixa liquidez – Outra desvantagem das LCA é o prazo mínimo para resgate.
Você já viu que o prazo mínimo de investimento em LCA é de 90 dias, mas esse prazo na prática é em geral bem maior, 1, 2 ou mais anos.
Para quem tem seus objetivos financeiros com prazos mais curtos, ou seja, para quem não pode esperar muito tempo para resgatar o dinheiro, investir em LCA pode não ser a melhor opção.
O QUE VOCÊ PODE FAZER AGORA?
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Um abraço, invista com sabedoria, sucesso e até o próximo artigo.
por Aldecir Roberto | Cuidando do Dinheiro, Prevenção e Proteção
Conquistar a Segurança Financeira é o primeiro passo rumo a Liberdade Financeira
Certo dia eu estava na fila do caixa eletrônico do banco e presenciei uma situação um tanto quanto triste e comovente.
Em um dos caixas um senhor de idade estava tentando sacar dinheiro.
Vi que ele tinha dificuldades para sacar o dinheiro, afinal, a visão cansada dos aparentes 68 anos tornava a leitura do menu de opções do caixa muito lenta.
Com todas aquelas perguntas e solicitações do caixa eletrônico percebi que ele estava um pouco perdido e atrapalhado.
Como já passava das dezenove horas não havia nenhum funcionário do banco para ajudá-lo naquele momento.
Na minha frente havia quatro pessoas que também presenciavam a cena.
Eu queria ajudar, mas só ajudaria se percebesse que ele realmente não conseguiria fazer o saque.
Quando chegou a minha vez, depois de uns dez minutos aproximadamente, o senhor conseguiu finalizar o saque.
Virou-se para uma moça do caixa ao lado, e com um semblante de decepção disse balançando o dinheiro que havia sacado no caixa:
– Depois de tantos anos de trabalho olha só o que tenho para passar o mês.
Não sei qual era o valor que ele tinha nas mãos, mas tratava-se do valor que recebera da aposentadoria.
– Com esse dinheiro mal consigo pagar as despesas de casa – continuou o senhor.
– Quando me aposentei até que conseguia me virar, mas fiquei muito doente e tive que fazer um empréstimo para pagar as contas do hospital.
– Agora todo mês minha aposentadoria vem com desconto e recebo essa “mixaria”.
– Já não era muito porque me aposentei com um valor menor do que quando eu trabalhava, agora com esses descontos então… Tá cada vez mais difícil!
Ouvindo as palavras daquele senhor logo percebi que ele era mais uma vítima da falta de um plano de segurança financeira.
Esse não é um caso isolado, infelizmente, na verdade essa é a realidade de muitos.
Neste caso estamos falando da aposentadoria, mas a falta de segurança financeira reflete em muitos aspectos de nossa vida.
Como você vê a segurança financeira na sua vida?
Suponha que você chegue para trabalhar na segunda feira, logo após ter batido o carro no final de semana e recebe a notícia de que será demitido.
Para complicar ainda mais, você não renovou a apólice do seguro do carro porque não tinha dinheiro para isso.
Parece trágico, mas todo mundo está sujeito a isso não é mesmo?
Como você se sentiria?
Você estaria preparado para enfrentar esta fase da sua vida financeira?
Se você não se sente confortável com essas perguntas você também pode estar sendo vítima da falta de segurança financeira.
Todos terão que lidar mais cedo ou mais tarde com uma ou mais situações como desemprego, doença, velhice etc.
Com você também não é diferente.
Você já considerou a possibilidade de perder o emprego e não ter segurança financeira para atender as suas despesas básicas, ou de sua família?
Já pensou o quanto seria doloroso precisar de dinheiro para atender alguém doente na família e não estar preparado para isso?
Você já imaginou ser obrigado a trabalhar para completar sua renda na velhice?
Com certeza ninguém quer passar por isso.
Lamentavelmente, você jamais vai conseguir eliminar o risco de passar por situações assim, mas é sua responsabilidade planejar e se preparar para isso.
Continue lendo este artigo até o final e você vai aprender tudo sobre segurança financeira, como se proteger e evitar que seus sonhos virem pesadelos.
Você vai aprender neste artigo:
Então vamos lá? Mas antes, compartilhe com seus amigos e ajude eles a entenderem como ter Segurança Financeira também.
QUAIS SÃO AS TRÊS FASES DA VIDA FINANCEIRA?

Você já ouviu falar em Independência Financeira?
E em Liberdade Financeira, já ouviu?
É bem provável que você já tenha ouvido.
Mas, você consegue diferenciar um conceito do outro?
É bem comum que as pessoas confundam esses termos, e considerem os dois como sendo a mesma coisa.
Mas isso não é certo!
Independência financeira e Liberdade financeira são duas fases distintas em nossa vida financeira.
É fundamental entendermos sobre as duas fases para que possamos identificar em qual fase estamos.
Mas o que a segurança financeira tem a ver com isso?
Bem, nossa vida financeira possui três fases distintas: A Segurança Financeira, a Independência Financeira e a Liberdade Financeira.
A segurança financeira é a primeira e a mais importante das três fases.
Vamos ver a diferença:
Segurança Financeira: A segurança financeira está ligada à qualidade de vida, às coisas básicas como educação, saúde, transporte, habitação etc.
Independência Financeira: É a segunda fase da vida financeira.
Você alcança a independência financeira a partir do momento em que seus ativos proporcionam a você renda passiva suficiente para pagar sua segurança financeira.
Nesta fase você ainda tem que controlar bem os gastos e fazer boas escolhas para não perder a Independência financeira.
Liberdade Financeira: Você alcança a Liberdade Financeira quando o rendimento de seus ativos (sua renda passiva) é maior que as suas despesas mensais.
Essa é a fase tão sonhada por grande parte da população.
Nesta fase, você não precisa trabalhar para pagar suas contas e ainda tem liberdade para fazer escolhas financeiras sem se preocupar com o dinheiro.
Você pode ler mais sobre a Independência Financeira e Liberdade Financeira nestes artigos aqui:
Vamos ver agora com mais detalhes o que é Segurança Financeira e como alcançá-la.
O QUE É SEGURANÇA FINANCEIRA E COMO ALCANÇÁ-LA?

Imagine isso: Você trabalha, recebe seu salário, paga suas despesas básicas, mantêm uma reserva de dinheiro para imprevistos, e ainda poupa para aposentadoria.
Você não se sentiria mais confortável com isso?
Isso não seria maravilhoso?
A segurança financeira representa tudo isso!
Você tem segurança financeira quando você possui dinheiro suficiente para garantir três condições básicas: Segurança básica, Segurança contra imprevistos e Segurança Futura.
Cada uma das etapas da segurança financeira é representada na pirâmide de Segurança Financeira abaixo.

Vamos ver cada uma delas com mais detalhes.
SEGURANÇA BÁSICA: QUAIS SÃO AS CONDIÇÕES PARA CONQUISTAR A SEGURANÇA BÁSICA?

A segurança básica está na base da pirâmide, esta etapa trata praticamente da sobrevivência, com um mínimo de qualidade de vida.
A segurança básica é alcançada quando você tem dinheiro suficiente para pagar suas despesas básicas como: alimentação, moradia, transporte, educação, saúde e lazer.
Veja que estamos falando basicamente de despesas essenciais à sobrevivência, com um mínimo de conforto, um padrão de vida simples.
Porém, é importante mencionar que, apesar de não serem consideradas por muitos como essenciais, nem como obrigatórias por inflarem o orçamento sem um retorno visível, se possível, nesta etapa também devemos incluir algumas despesas que proteja a vida e o patrimônio.
Despesas como: seguro de veículo, plano de saúde, seguro de vida, e seguro residencial também são indispensáveis em um bom plano de segurança financeira.
A partir do momento que você tem dinheiro suficiente para pagar essas despesas você tem segurança financeira básica.
SEGURANÇA CONTRA IMPREVISTOS: COMO PROTEGER SEUS SONHOS PARA QUE ELES NÃO VIREM PESADELOS

A segurança contra imprevistos está no centro da pirâmide de segurança financeira.
Ter uma reserva de dinheiro para lhe socorrer caso aconteça um imprevisto é o primeiro passo em um bom plano de segurança financeira.
Se essa não é uma de suas prioridades financeiras é muito provável que isso nunca aconteceu com você:
- Você nunca precisou fazer um reparo de emergência no seu carro.
- Sua máquina de lavar, seu ferro de passar, seu televisor, ou qualquer outro aparelho jamais precisou ir ao concerto (e nem vai precisar).
- Sua casa ou apartamento jamais precisou e nunca vai precisar fazer reparos urgentes como: trocar fechaduras, fazer reparos na parede, encanamentos, rede elétrica etc.
- Você nunca atrasou a fatura do cartão de crédito e nunca pagou somente o valor mínimo da fatura, por isso nunca precisou pagar os juros altíssimos cobrados pelo cartão.
Ufa… Se você realmente nunca passou por uma dessas situações e acha que não está sujeito a passar, olha…Definitivamente você é uma pessoa a ser estudada 🙂
O que eu quero dizer é que imprevistos acontecem com todo mundo, acontece comigo, com você, com o seu vizinho…
Essas são apenas quatro de um milhão de razões para você priorizar uma reserva de emergência financeira. Tenho certeza que você pode pensar em muitas outras.
É certo que uma reserva contra imprevistos jamais vai assegurar que você não passe por situações indesejadas.
Mas com certeza vai ajudar você a se proteger, a proteger seu patrimônio e a passar por essas situações de uma maneira mais tranquila caso aconteça.
Uma reserva de emergência também vai ajudar você a proteger seus sonhos e seus objetivos financeiros.
Imagine que você está um ano guardando dinheiro para fazer a viagem dos seus sonhos e de repente… Algo que você nunca esperava acontece e você vai precisar do dinheiro.
Difícil não é mesmo?
Pense nisso!
Você pode ler mais sobre imprevistos no artigo: FUNDO DE EMERGÊNCIA: 5 RAZÕES PARA VOCÊ TER UM, vale a pena dar uma olhadinha lá.
SEGURANÇA FUTURA: APOSENTADORIA NÃO É SÓ INSS!

No topo da pirâmide está a última etapa para conquistar a segurança financeira: a segurança futura.
Quando falamos em segurança básica e segurança contra imprevistos estamos falando no agora, em garantir o pagamento das suas despesas básicas e uma reserva de dinheiro para imprevistos.
A segurança futura nada mais é do que garantir este mesmo padrão de vida no futuro, ou seja, garantir este mesmo padrão de vida na velhice.
Para isso é preciso formar uma reserva de dinheiro para garantir que no futuro não tenhamos problemas financeiros.
Geralmente essa reserva é formada através de um plano de previdência. Mas essa não deve ser a única!
Se você é igual à maioria dos brasileiros é bem provável que você já contribui para previdência, seja ela pelo regime geral (INSS) ou regime próprio – no caso de servidores públicos (RPPS).
Acontece que a previdência no Brasil não anda muito “bem das pernas”.
Como dizem por aí INSS significa: Isso Nunca Será Suficiente.
Efetivamente, já não está sendo suficiente!
O déficit previdenciário já atingiu cifras gigantescas, enquanto escrevo este artigo o déficit previdenciário passa de R$ 112,6 bilhões, e se mantém numa trajetória acentuada.
Agora eu lhe pergunto: Será que dá para confiar sua tranquilidade financeira futura ao INSS?
É certo que não!
Por isso é preciso ir além para garantir um futuro mais tranquilo financeiramente.
Juntamente com a contribuição previdenciária é de fundamental importância que seja destinada uma parte da sua renda para a criação de ativos que possam lhe proporcionar renda passiva no futuro.
Como expliquei neste guia, para garantir sua segurança futura destine no mínimo 10% da sua renda para criação de ativos.
A SEGURANÇA FINANCEIRA E O PENSAMENTO NEGATIVO

Quem vive proferindo palavras negativas acaba atraindo coisas e fatos que ele teme (Masaharu Taniguchi)
Imagine uma pessoa que só fala sobre doenças, pensa como doente, age como doente… O que essa pessoa vai ter na vida?
Sabemos que nossos pensamentos geram sentimentos, nossos sentimentos geram ações e nossas ações geram resultados.
Pensamentos negativos atraem coisas negativas.
Se você tem pensamentos e sentimentos negativos na sua vida, seus resultados também serão negativos.
Mas o que isso tem a ver com segurança financeira?
Acontece que buscar segurança financeira não significa viver focado em se preparar para coisas e tempos ruins.
Quando você entra no carro e coloca o sinto de segurança você está pensando em se proteger ou em um acidente?
O cinto de segurança serve para te proteger caso aconteça algum acidente, é diferente de colocar o sinto pensando em um acidente, compreende?
O foco deve estar na proteção, na segurança, não no acidente!
Da mesma forma, dê foco na segurança financeira, não em coisas ruins que possa lhe acontecer.
Veja sua reserva contra imprevistos, por exemplo, como um ativo que lhe proporcione renda passiva todos os meses, e não como um “fundo para mal”.
Sua reserva de emergência deve fazer parte da sua riqueza financeira, a diferença é que ela servirá para garantir a segurança e proteção dos outros investimentos.
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por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Investimentos
SÉRIE: APRENDA A INVESTIR EM RENDA FIXA E MULTIPLICAR SEU DINHEIRO: INVESTIMENTOS EM LCI
No artigo anterior da série falei sobre os Investimentos em CDB, um dos investimentos mais conhecidos pelos brasileiros. (Se você ainda não leu, recomendo a leitura aqui)
Neste artigo falarei sobre os Investimentos em LCI, as Letras de Crédito Imobiliário.
Leia este artigo até o final e você vai descobrir como investir em LCI e o que fazer para aumentar sua rentabilidade investindo nestes títulos.
Ao final deste artigo você terá condições de tirar suas próprias conclusões e analisar se é interessante investir o seu dinheiro em LCI, ou não, sem precisar da ajuda de seu gerente.
O que você vai aprender neste artigo:
O QUE É LCI

As Letras de Crédito Imobiliário, LCIs, são títulos privados de renda fixa emitidos pelas instituições financeiras (em geral os bancos) e são lastreados por empréstimos de natureza imobiliária.
Mas que coisa é essa de lastreadas, natureza imobiliária, títulos privados…?
É… Vamos simplificar!
Afinal o mercado financeiro não é tão complicado assim, são esses termos que complicam! 🙂
A LCI é uma espécie de empréstimo que você faz para o banco, que por sua vez, pega o seu dinheiro e empresta para outras pessoas que solicitam financiamento imobiliário (compra, construção e reforma de imóveis).
Neste aspecto, os investimentos em LCI são semelhantes aos Investimentos em CDB.
Nos dois casos os bancos pegam o dinheiro dos investidores e emprestam esse dinheiro para quem precisa.
Quando o dinheiro é captado através dos Investimentos em CDB os bancos emprestam esse dinheiro para as pessoas na forma de CDC (Crédito Direto ao Consumidor), limite de cheque especial e capital de giro. Quando o dinheiro é captado através dos Investimentos em LCI os bancos emprestam para as pessoas adquirirem ou construírem imóveis. (são as chamadas linhas de crédito imobiliários). |
Ao investir em LCI você compra um Título Privado do banco que te dá direito de receber o valor investido + os juros combinados no vencimento do título.
Quanto a serem lastreados por empréstimos de natureza imobiliária, significa que quem pega o dinheiro emprestado (captado pelas LCIs) do banco, dá como garantia o imóvel que está sendo financiado, é a chamada Alienação Fiduciária.
Certamente que isso não tem nada a ver com você enquanto investidor.
Não importa para quem o banco vai emprestar o dinheiro, e nem a garantia que ele vai querer de quem emprestou. Isso é um problema do banco.
É importante lembrar que não só os bancos podem emitir as LCIs, qualquer instituição financeira que empresta dinheiro através do crédito imobiliário pode emitir esses títulos.
É mais comum vermos os bancos como principais emissores das LCIs porque eles são de fato as principais instituições responsáveis pelo financiamento habitacional – daí a ligação!
Como financiam mais imóveis, também emitem mais LCIs.
Veja que ao investir em LCI, o banco paga juros para você e cobra juros de quem emprestou dele.
Essa é uma maneira que os bancos ganham dinheiro, isso porque os juros que eles pagam ao investidor (você) é menor que os juros que ele recebe de quem emprestou dele.
A diferença entre os juros que ele paga e os juros que ele recebe se chama Spread Bancário.
PRAZOS E LIQUIDEZ PARA OS INVESTIMENTOS EM LCI

A liquidez é a velocidade que você consegue transformar o seu investimento em dinheiro vivo, ou trazê-lo para a conta corrente.
Portanto, quanto maior for o prazo que você tem que manter seu investimento sem poder resgatar o dinheiro, menor será a liquidez.
A poupança, por exemplo, tem uma boa liquidez porque você pode sacar o dinheiro a qualquer momento, não depende de prazo.
Já os investimentos em imóveis por exemplo, tem liquidez baixa, isso porque você pode não conseguir vender o imóvel rapidamente caso precise de dinheiro.
Esse é um ponto importante em relação aos investimentos em LCI, e de certa forma uma desvantagem desses títulos em relação a outros títulos de renda fixa.
As Letras de Crédito Imobiliário não podem ser resgatadas a qualquer momento, prejudicando assim a liquidez do investimento.
Os prazos mínimos de vencimento dos investimentos em LCI variam de acordo com o tipo de indexador que o título possui.
Para as LCIs indexadas por índices de preços como o IPCA, por exemplo, os prazos são de 36 meses para os títulos atualizados mensalmente, e de 12 meses para os atualizados anualmente.
Essa atualização se refere a forma que os juros serão calculados, por exemplo: 5% a.a (ao ano), ou 1% a.m (ao mês).
No caso dos investimentos em LCI que não utilizam indexadores o prazo mínimo é de 90 dias.
É importante lembrar que esses são os prazos mínimos estabelecidos para se investir em LCI, mas na prática os bancos podem oferecer LCIs com vencimentos diversos como para seis meses, um ano, dois anos, ou até mais.
DICA IMPORTANTE: Todo investimento deve estar ligado à um objetivo, seja de curto, médio ou longo prazo. Por isso é sempre importante escolher investimentos cujos prazos estejam de acordo com os prazos de seus objetivos. (veja aqui como definir seus objetivos para realizar seus sonhos)
COMO É A RENTABILIDADE DA LCI

Assim como os CDBs, as Letras de Crédito Imobiliário podem ter rentabilidade pré-fixada e pós-fixada.
No caso das LCIs com rentabilidade pré-fixada você fica sabendo o quanto vai receber de juros no momento da compra do título através de uma taxa fixa – como 5% a.a, por exemplo.
Já as LCIs com rentabilidade pós-fixadas você só saberá o quanto vai receber de juros na data do vencimento do título, isso porque neste caso não há uma taxa pré-definida, mas sim uma taxa de referência futura – como um percentual do CDI-Certificado de Depósito Interbancário por exemplo.
Na prática existem basicamente três tipos de Letras de Crédito Imobiliário, cada uma delas leva em consideração uma rentabilidade:
- LCIs com rentabilidade fixa (pré-fixadas)
- LCIs com rentabilidade em um percentual do CDI (pós-fixadas)
- LCIs atreladas a Inflação (IPCA) (mista: pré-fixada e pós-fixada)
Vamos ver em detalhes cada uma delas.
LCIs com rentabilidade fixa (pré-fixadas)
Quando você investe em LCI com uma rentabilidade pré-fixada, no momento da compra o banco lhe oferece o título com um determinado vencimento e com uma taxa pré-definida.
Você já fica sabendo o quanto vai receber no vencimento do título.
Vamos supor que o banco lhe ofereça uma LCI com uma taxa pré-definida de 14,10%, com um prazo de vencimento para 1 ano, e um valor mínimo para aplicação de R$ 5.000,00.
Neste caso você já fica sabendo na data da compra do título que ao final de um ano você irá receber: R$ 5.000,00 + 14,10% = R$ 5.705,00.
Veja que a taxa é fixa e independentemente do que aconteça com a economia esse será o valor que você irá receber, ele não muda.
Os títulos pré-fixados são indicados para quando achamos que a taxa básica de juros da economia SELIC não vai subir.
LCIs com rentabilidade percentual do CDI (pós-fixadas)
Para entendermos sobre as LCIs com rentabilidade em um percentual do CDI, primeiramente temos que entender o que é a taxa CDI e como ela surge, vamos lá!
A taxa CDI, também chamada de taxa DI, é calcula pela CETIP – Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados (você pode saber qual é o valor da taxa DI atual aqui).
A taxa DI é calculada com base nas transações interbancárias (entre os bancos) veja:
Quando um banco está precisando de dinheiro ele empresta de outro banco, naturalmente o banco que emprestou cobra juros (uma taxa).
Esse empréstimo é feito através dos chamados CDIs-Certificados de Depósito Interbancário, uma espécie de CDB, só que a transação não envolve pessoa física, é somente entre os bancos.
Essas transações acontecem o tempo todo entre os bancos, daí a CETIP faz uma média das taxas de juros cobradas entre os bancos, e surge então a taxa CDI.
“A taxa CDI é uma média das taxas cobradas nas transações entre os bancos, calculada pela CETIP”
Pois bem, agora que você já sabe o que é a taxa CDI e como ela é calculada vamos entender como funcionam as LCIs com a rentabilidade atrelada à taxa CDI.
Vamos supor que um banco ofereça uma LCI com uma rentabilidade de 97% do CDI.
Nestes caso o banco está usando o CDI como uma taxa de referência futura, ou seja, a rentabilidade vai depender de qual será o valor da taxa CDI no vencimento do título.
Por exemplo, se no vencimento do título a taxa CDI estiver em 15% então a rentabilidade do título será de: 15 x 97% = 14,55%.
Se você aplicar R$ 10.000,00 neste título você irá receber no vencimento: R$ 10.000,00 + 14,55% = 11.455,00.
Veja que quanto maior estiver a taxa CDI no vencimento do título maior será a rentabilidade, e quanto menor for a taxa CDI no vencimento do título, menor também será a rentabilidade.
Partindo desse princípio, esses títulos são indicados quando acreditamos que a taxa CDI irá subir, pois quanto maior for a taxa CDI maior será nossa rentabilidade.
Importante observar aqui que a taxa CDI está diretamente ligada a taxa de juros básica da economia a SELIC, em geral a taxa CDI se mantém bem próxima da SELIC.
Portanto, a taxa CDI vai variar para cima ou para baixo dependendo de como a taxa básica da economia (SELIC) vai reagir.
LCIs atreladas a Inflação (IPCA) (mista: pré-fixada e pós-fixada)
As LCIs atreladas a inflação em geral são chamadas de títulos mistos, ou seja, a rentabilidade é um misto de pré-fixada com pós-fixada.
Assim os bancos podem oferecem LCIs com uma rentabilidade fixa de 5% por exemplo + a variação da inflação (IPCA).
Neste exemplo, se no vencimento do título a inflação do período for de 6% a rentabilidade total será de: 5%(fixo) + 6%(inflação) = 11%.
Neste tipo de LCI a rentabilidade vai depender de quanto vai ser a inflação no período entre a compra e o resgate do título.
Esses títulos são indicados para quem quer proteger o capital da inflação, porque a rentabilidade sempre será real (no exemplo acima 5%) independentemente de quanto vai ficar a inflação.
QUAIS OS RISCOS DAS LETRAS DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO

O risco para quem investe em Letras de Crédito Imobiliário é o risco de crédito com o banco, ou seja, o investidor corre o risco de o banco que emitiu o título falir e não devolver o valor investido.
Aí você pode dizer, mas um banco pode falir?
A resposta é sim! Um banco pode falir e não arcar com os seus compromissos com os seus correntistas e investidores.
Naturalmente, bancos maiores tem menos chance de falir do que bancos menores, porém, todos estão sujeitos a terem problemas.
Mas calma! Não é por acaso que os investimentos em LCI são considerados de baixo risco.
Acontece que os valores investidos nas Letras de Crédito Imobiliário são garantidos pelo FGC – Fundo garantidor de Crédito até o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição emissora.
Mas o que isso significa?
Significa que se o banco “quebrar” e você tiver um valor igual ou inferior a R$ 250 mil investido em LCI o FGC irá devolver o dinheiro para você.
É por isso que as LCIs são consideradas um investimento de baixo risco.
O fato de serem garantidas pelo FGC traz uma grande segurança para o investidor que respeitar limite de R$ 250 mil, é como se o investidor contasse com um “seguro” contra perdas.
CUSTOS E TRIBUTAÇÃO: ZERO DE IMPOSTO DE RENDA E CUSTO ZERO?

A grande vantagem das Letras de Crédito Imobiliário é que elas são isentas de Imposto de Renda, isso torna esses investimentos bastante competitivos se comparados com outros investimentos em renda fixa.
Em relação às taxas de administração ou custos, em geral não há cobranças.
Veja que investindo em LCI você está emprestando dinheiro para o banco, não faz nenhum sentido ele cobrar de você alguma taxa por isso certo?
Ótimo não é mesmo? Taxa zero, IR zero…
É… Realmente as LCIs possuem algumas vantagens, vamos ver então um resumo dessas vantagens.
VANTAGENS DAS LETRAS DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO
Diante do que vimos sobre os investimentos em LCI, podemos observar algumas vantagens destes títulos:
- São isentos de imposto de renda
- Não possuem taxas (custos)
- É um investimento considerado conservador (baixo risco)
- É garantido pelo FGV (Fundo Garantidor de Crédito)
Entenda aqui que estamos falando de vantagens dos Investimentos em LCI no sentido de comparar com características de outros investimentos.
Em nenhum momento entenda que é mais “Vantajoso” investir em LCI em detrimento de outros investimentos.
A melhor decisão de investimento é aquela em que você sabe o que está fazendo!
Por isso estudar continuamente sobre investimentos é fundamental para lhe dar mais confiança na hora de decidir sobre quais investimentos são mais adequados e vantajosos para você.
Quer aprender mais sobre investimentos? Leia todos os artigos já disponibilizados no Guia das Finanças sobre investimentos aqui!
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Prosperidade, sucesso, e até o próximo artigo da série!!
por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Investimentos
SÉRIE: APRENDA A INVESTIR EM RENDA FIXA E A MULTIPLICAR SEU DINHEIRO: INVESTIMENTOS EM CDB
Quem tem conta em banco, provavelmente já ouviu falar sobre os Investimentos em CDB, o Certificado de Depósito Bancário.
Acontece que poucos sabem exatamente o que é e como funciona o CDB.
Neste artigo da série: Aprenda a investir em renda fixa e a multiplicar seu dinheiro você vai entender tudo sobre os investimentos em CDB:
Primeiramente para entender o que é o CDB e como ele funciona, vamos analisar o porquê deste “Depósito Bancário”.
Vamos lá?
CDB: O PORQUÊ DO “DEPÓSITO BANCÁRIO”?

Quanto dinheiro você tem em sua conta corrente hoje?
Aquele dinheiro que fica lá parado, sabe? Pode ser que sobrou do salário, pode ser que você recebeu, mas ainda não pagou as contas…
Independentemente do quanto você tem (e se tem ou não), se é pouco ou muito, você já imaginou o montante de dinheiro que fica parado nas contas correntes de um banco?
Inegavelmente é um montante muito grande!
Acontece que de todas as pessoas que depositam ou recebem depósitos em conta corrente boa parte delas não sacam tudo de uma só vez.
Tanto dinheiro parado em conta corrente, é o que de certa forma contribuiu para a criação do CDB.
Da percepção dos bancários ao notarem que seus clientes depositantes não sacavam o dinheiro todo de uma só vez, é que surgiu a visão financeira de utilizar este dinheiro.
O CDB foi regulamentado em 4 de Julho de 1965 pela Lei Nº 4.728, mas somente a partir do Decreto Lei Nº 14, de 29 de julho de 1966 é que os bancos puderam iniciar a emissão desses títulos.
A partir de então, ao invés dos valores depositados ficarem parados em conta (depósitos à vista), os correntistas podem emprestar estes valores para os bancos (depósitos a prazo).
Quando os correntistas emprestam o dinheiro para o banco, o banco emite um Certificado de DEPÓSITO BANCÁRIO.
Não um certificado de papel físico! Hoje isso não acontece mais! A emissão é apenas virtual, um registro digital.
Portanto, o CDB é uma espécie de DEPÓSITO BANCÁRIO a prazo.
Não aquele que fica lá parado na conta corrente! Mas um depósito em que o banco pode utilizar o dinheiro.
Vamos entender melhor isso sabendo o que é o CDB e porque os bancos emitem esses títulos.
O QUE É O CDB?
Os CDBs são os títulos privados mais conhecidos pelos investidores, os bancos emitem os CDBs para captar recursos financeiros para financiar suas atividades de crédito.
Na prática, quando você investe em CDBs você está emprestando dinheiro para o banco emprestar para alguém.
O banco pega seu dinheiro e empresta para outra pessoa ou empresa através de produtos como o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), limite de cheque especial e capital de giro.
Nesta transação o banco paga os juros combinados para você, e recebe os juros combinados de quem emprestou.
Essa é uma das formas que os bancos ganham dinheiro, você sabia?
A remuneração do banco se dá pela diferença entre os juros que ele cobra de quem emprestou o dinheiro, e os juros que ele paga para você.
Na prática o banco não empresta dinheiro, neste caso quem empresta é você! ele apenas é um intermediador.
A emissão dos Certificados de Depósito Bancário é semelhante à emissão de outros títulos de renda fixa:
- Quando os bancos precisam de dinheiro para financiar suas atividades, eles emitem os CDBs, as LCIs (Letras de crédito Imobiliário) e as LCAs (Letras de crédito Agropecuário);
- Quando as empresas precisam de dinheiro elas emitem as Debêntures;
- Quando as financeiras precisam de dinheiro elas emitem as LCs (Letras de Câmbio);
- Quando o governo precisa de dinheiro ele emite os Títulos Públicos.
QUAL É O RENDIMENTO DO CDB?

Existem basicamente três tipos de CDBs:
- CDB-Prefixado
- CDB-Pós fixado
- CDB-Indexado à Inflação
CDB PREFIXADO
Quando você investe em um CDB prefixado, no momento da aplicação você fica sabendo o quanto vai receber de juros, e qual será o valor a ser resgatado no vencimento do título.
Por exemplo:
Você recebe uma proposta do banco para investir em um CDB prefixado pelo prazo de 1 ano, e nesta aplicação o banco irá lhe pagar uma taxa de 9% ao ano.
Se você investir R$ 10.000,00 neste título, ao final do prazo acordado você receberá de volta R$ 10.900,00 (valor bruto, mais a frente você verá o quanto de tributo você irá pagar).
Esta categoria de títulos é mais indicada para momentos em que a tendência da taxa básica de juros da economia (Taxa Selic) é de queda.
Quando você investe em um CDB prefixado, você “fixa” o rendimento que irá receber, você fixa uma determinada taxa de rendimento.
Se a taxa básica de juros cair, as taxas ofertadas para os investimentos em CDB também irão cair, investindo antes desta queda, você garante a taxa de rendimento maior.
CDB PÓS-FIXADO
Os investimentos em CDB pós-fixado são os mais comuns desta modalidade.
Quando você investe em CDBs pós-fixados você não sabe qual será a rentabilidade final do investimento, você não terá uma taxa fixa de 9%, por exemplo, como no CDB prefixado.
Ao invés disso, a rentabilidade estará atrelada a uma taxa de referência.
Em geral essa taxa é definida por um percentual da Taxa CDI (também chamada de taxa DI).
CDI – Certificados de Depósito Interbancário são títulos parecidos com os CDBs, porém só são negociados entre bancos. Quando um banco precisa de dinheiro para suprir suas necessidades de caixa ele pega emprestado de outro banco, assim ele emite um CDI para captar este dinheiro no Mercado interbancário. A Taxa CDI é calculada pela CETIP .
O valor dos juros e o valor a ser resgatado deste título serão conhecidos somente na data de vencimento, pois dependerá de quanto vai estar a taxa CDI no dia do resgate do título.
Por exemplo:
Você optou por investir R$ 10.000,00 em um CDB pós-fixado, e o banco vai lhe pagar uma taxa de 100% do CDI.
Supomos que na data do vencimento do título o CDI seja de 14,15% a.a (você pode consultar qual o percentual da Taxa CDI aqui):
Primeiro você calcula qual será a taxa que vai receber de rendimento:
100% do CDI = 14,15 x 100% = 14,15% a.a.
Depois é só multiplicar o valor investido pela taxa:
R$ 10.000,00 x 14,15% = R$ 11.415,00
Sendo assim, você receberá no vencimento do título R$ 11.415,00 (valor bruto! vamos ver mais adiante quanto você vai pagar de imposto).
Os investimentos em CDBs pós-fixados são mais indicados quando os juros estão em tendência de alta.
Se houver uma alta nas taxas de juros, a rentabilidade do CDB também será maior.
Quando o Banco Central, através do COPOM aumenta ou diminui a Taxa Selic, a Taxa CDI também segue o mesmo movimento para mais ou para menos.
O valor da Taxa CDI está sempre muito próximo do valor da taxa básica de juros da economia (SELIC).

No exemplo acima a taxa de rentabilidade do CDB é de 14,15%a.a, porém, se o COPOM resolver baixar ou subir a taxa SELIC, a rentabilidade do CDB irá acompanhar esse movimento.
CDB-INDEXADO À INFLAÇÃO
Esta é uma modalidade de investimento em CDB pouco comum e menos utilizada.
A rentabilidade dos CDBs indexados à inflação também pode ser chamada de rentabilidade mista ou híbrida, isto porque é uma mistura de uma taxa fixa + a variação da inflação.
Por exemplo:
CDB que paga a variação do IPCA + 5%a.a.
Neste caso já é sabido que haverá uma rentabilidade de 5%a.a, uma taxa fixa.
Porém, a rentabilidade total só será revelada no vencimento do título, quando então será possível saber qual foi a variação do IPCA do período.
Este tipo de investimento pode ser interessante para quem quer uma rentabilidade acima da inflação.
Isso porque independentemente da Inflação haverá um ganho real através da taxa fixa (no caso acima 5%a.a).
As características dos CDBs atrelados à inflação são semelhantes às dos Títulos Públicos Tesouro IPCA+.
PRAZO E LIQUIDEZ PARA APLICAÇÃO EM CDB

Não existe prazo mínimo para investimentos em CDB, os prazos são negociados e definidos com o banco emissor do título, e podem variar de banco para banco.
As condições de liquidez dos CDBs são definidas pelo banco emissor do título e vão variar de banco para banco.
Alguns CDBs oferecem liquidez diária, permitindo que você faça resgates em um dia útil, outros possuem prazo de carência para resgate e após o prazo de carência passam a ter liquidez diária.
Existem também os CDBs com vencimentos específicos que só permitem o resgate do título na data do vencimento.
Neste último caso é aconselhável manter o título até o vencimento, pois qualquer antecipação de resgate pode ter custos elevados e prejudicar os rendimentos.
QUAIS OS RISCOS DE SE INVESTIR EM CDB?

O risco de um CDB é se o banco emissor do título quebrar e não conseguir honrar com o compromisso.
Porém, para segurança do cliente investidor, vale salientar que a aplicação em CDB é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250 mil por instituição e por CPF.
Isso significa que se o banco quebrar o fundo irá devolver seu dinheiro garantindo o capital mais os juros até a data da falência do banco, no limite de R$ 250.000,00.
Se você dividir suas aplicações em vários bancos, com valores inferiores a R$ 250.000,00 por instituição você estará garantido pelo FGC.
Você pode acompanhar a atualização sobre limites de garantias do FGC aqui, e verificar quais as instituições participam do FGC aqui.
QUAIS SÃO OS CUSTOS E COMO O CDB É TRIBUTADO?

Nenhuma taxa é cobrada por uma aplicação em CDB.
Quanto aos impostos, incidem sobre os rendimentos do CDB o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IR (Imposto de renda).
O IOF só será cobrado quando o resgate da aplicação for inferior a 30 dias.
O percentual a ser cobrado segue uma tabela regressiva que vai de 99% para 1 dia, até 0% para 30 dias, veja a tabela:
| Número de dias |
IOF (em %) |
Número de dias |
IOF (em %) |
Número de dias |
IOF (em %) |
| 01 |
96 |
11 |
63 |
21 |
30 |
| 02 |
93 |
12 |
60 |
22 |
26 |
| 03 |
90 |
13 |
56 |
23 |
23 |
| 04 |
86 |
14 |
53 |
24 |
20 |
| 05 |
83 |
15 |
50 |
25 |
16 |
| 06 |
80 |
16 |
46 |
26 |
13 |
| 07 |
76 |
17 |
43 |
27 |
10 |
| 08 |
73 |
18 |
40 |
28 |
06 |
| 09 |
70 |
19 |
36 |
29 |
03 |
| 10 |
66 |
20 |
33 |
30 |
00 |
Sobre os rendimentos dos CDBs também incidirá o Imposto de Renda, a alíquota a ser cobrada também vai depender do tempo de aplicação do título.
Quanto mais tempo o dinheiro permanecer aplicado, menos IR será pago, veja as alíquotas escalonadas:
- Rendimentos até 180 dias – 22,5%;
- Rendimentos até 360 dias – 20%;
- Rendimentos até 720 dias – 17,5%;
- Rendimentos após 720 dias – 15%.
COMO MELHORAR A RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS EM CDB?

É certo que todos queremos obter os melhores rendimentos não é mesmo?
Quanto mais nos educamos sobre o dinheiro, mais temos condições de melhorar nossas escolhas financeiras.
Quando falamos de investimentos, também não é diferente.
Apesar de se tratar de um dos investimentos mais conhecidos pelos investidores, muitos não se dão conta das possibilidades de maximizar a rentabilidade dos CDBs.
Isso ocorre muitas vezes por desconhecimento, ou até por confiar os investimentos ao gerente do banco (que na maioria das vezes não oferece as melhores opções de investimentos para você).
Fique atento! Ninguém vai cuidar melhor do seu dinheiro do que você mesmo, leia sobre isso aqui.
Até aqui você já compreendeu como funciona o CDB, agora vai descobrir como melhorar a rentabilidade dos seus investimentos em CDB.
DICAS DE COMO MAXIMIZAR SUA RENTABILIDADE NOS INVESTIMENTOS EM CDB
- Busque CDBs de bancos menores, geralmente esses bancos oferecem taxas maiores que os grandes bancos. (Investindo menos de R$ 250.000,00 por instituição você pode garantir uma rentabilidade maior com baixo risco);
- Não se prenda ao seu banco, busque outras alternativas. Você não precisa ter conta em vários bancos, você pode investir em vários bancos através de uma corretora.
- Se você pretende investir com o seu gerente, apesar das taxas de CDBs serem predefinidas sempre há margem para negociação, principalmente se forem valores relativamente maiores.
- Quanto maior o prazo do investimento maior será sua rentabilidade, portanto se planeje para não precisar sacar o dinheiro. CDBs com prazos maiores e diferenciados poderão aumentar sua rentabilidade.
No próximo artigo da SÉRIE APRENDA A INVESTIR EM RENDA FIXA E MULTIPLICAR SEU DINHEIRO vou lhe mostrar tudo sobre as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito Agrícola).
Quer receber mais informações sobre Investimentos? Inscreva-se GRATUITAMENTE no Guia das Finanças e seja o primeiro a receber atualizações.
Espero que este artigo tenha sido relevante para você, se tiver alguma dúvida deixe seu comentário logo abaixo!
Ótimos investimentos em CDB para você! 🙂
Sucesso e até o próximo artigo!
por Aldecir Roberto | Educação Financeira, Planejamento Financeiro, Planejando as Finanças
Como administrar meu dinheiro? Preciso de muito tempo esforço e conhecimento especializado para isso?
Se você quer saber a resposta a estas perguntas, eu tenho uma boa notícia!
Você não precisa ser um especialista em finanças, um economista, um administrador ou qualquer outro profissional desta área para fazer seu dinheiro crescer a cada mês.
Não precisa viver uma vida de privações e sacrifícios para fazer uma poupança que garanta seu futuro.
Nem tão pouco precisa dedicar grande parte do seu tempo administrando seu dinheiro para manter as contas em dia.
Independentemente do quanto você ganha, se você realmente estiver disposto a administrar bem o seu dinheiro de uma maneira fácil e eficaz, basta seguir este guia.
Mas gostaria de alertá-lo, o guia: Como Administrar Meu Dinheiro não serve para todo mundo!
Este guia é para quem quer um sistema simplificado e eficaz de administração do dinheiro.
E que realmente esteja comprometido com o bem estar presente e com as garantias de um futuro financeiro tranquilo.
Imagine isso:
O quanto sua vida seria melhor se você pudesse acordar todos os dias sabendo:
- Que você pode deitar-se a noite tranquilamente, pois você tem uma reserva de dinheiro para lhe socorrer caso algum imprevisto financeiro aconteça;
- Que você está direcionado para economizar milhares de reais todo ano, sem ter que controlar cada centavo do que gasta;
- Que suas contas estão sendo pagas sem que você precise se preocupar com elas;
- Que seus investimentos estão nos lugares certos para realização de seus sonhos e seus objetivos financeiros;
- Que além disso tudo, você tem um dinheiro de sobra para gastar com o que quiser sem carregar um sentimento de culpa por isso.
Isso não seria sensacional? Fantástico?
Posso lhe assegurar que o guia: COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO vai lhe mostrar que isso não só é possível, como também é relativamente simples fazê-lo.
Eu só preciso que você se comprometa em abrir sua mente para pensar sobre o fluxo do seu dinheiro de forma diferente daquela que você provavelmente está acostumado.
Coloque em prática o que você aprender neste guia! Um milhão de guias, passos, técnicas, formas etc. não terão resultado algum se não houver uma ação efetiva para colocá-los em prática.
Em “COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO” você vai aprender um sistema simples, porém poderoso, que colocará você no controle efetivo da sua vida financeira.
O que você vai aprender (e pôr em prática) neste Guia:
PORQUE ESCREVI O GUIA COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO?

É muito difícil controlar todas as despesas e manter as contas em dia. Além disso, é um fardo ter que economizar cada centavo para fazer sobrar algum dinheiro no final do mês
Ouvi essas frases nas mais diversas versões ao longo da minha vida pessoal e profissional.
Há um mito em torno da educação financeira e das finanças pessoais que levam as pessoas a pensarem (e a agirem) assim.
Veja, estou falando sobre Educação Financeira e Finanças pessoais, isso não te assusta?
Infelizmente para a maioria das pessoas esses termos assustam!
Quando não assustam causam tédio. 🙁
Mas porque isso acontece?
Porque elas têm uma visão distorcida sobre o assunto.
Por exemplo: se eu disser que você deve economizar nas pequenas coisas do dia a dia, o que lhe vem à cabeça?
É bem provável que você se lembre daquele velho conselho do cafezinho:
Se você deixar de consumir todos os dias um cafezinho com bolo na padaria, que lhe custe R$ 8,00 por dia, você teria no final do mês R$ 240,00. Se você aplicasse este valor todos os meses a 1% ao mês, no final de 30 anos você teria R$ 838.791,39.
Sabemos que isso é possível! É matemática, é lógica como 2 + 2 são 4.
Eu mesmo já escrevi sobre isso no artigo: Dicas de como reduzir gastos domésticos.
Mas na prática isso não funciona para todo mundo!
Nem todo mundo vai ter disciplina suficiente para tomar a decisão de “deixar o cafezinho” de lado todos os dias durante 30 anos.
Nem todo mundo vai conseguir fazer isso, a maioria vai desistir nos primeiros meses, ou até nos primeiros dias.
Nem todo mundo vai querer fazer isso!
Eu quero sair com os amigos no fim de tarde e tomar meu chope! Eu quero poder tomar meu café da manhã todos os dias na panificadora enquanto leio o jornal. O que há de errado nisso?
É por esse e outros motivos que as pessoas sentem arrepios quando o assunto é a educação financeira e finanças pessoais.
O exemplo do cafezinho é apenas para mostrar que pequenas despesas podem fazer a diferença no orçamento. Não deve ser considerado ao pé da letra.
Mas infelizmente não é isso que acontece, esse tipo de exemplo acabou vinculando o aprendizado sobre o dinheiro com privações e sacrifícios.
Economizar no cafezinho ou cada centavo todos os dias não é planejamento, nem uma boa administração do dinheiro.
É forçar a barra mesmo!
E eu entendo perfeitamente isso, e é por esse motivo que escrevi este guia.
Quando você terminar de ler o guia Como administrar meu dinheiro você vai entender que não é preciso forçar a barra para economizar de verdade. 🙂
Como já disse, vou precisar apenas que você pense sobre o fluxo do seu dinheiro de uma forma diferente daquela que você provavelmente está acostumado a pensar.
PENSE SOBRE O FLUXO DE DINHEIRO DE UMA FORMA DIFERENTE

Trabalho, salário, pagamento de contas, dívidas, falta de dinheiro, cartão de crédito.Trabalho, salário, pagamentos de contas, dívidas…
Esse fluxo é familiar para você?
De fato esse é o caminho que o dinheiro percorre na vida financeira de grande parte das pessoas, sobrevivendo de salário em salário.
Ele começa o mês com o recebimento do salário e termina quando paga todas as contas (quando consegue pagar todas).
Esse é o fluxo onde se trabalha para pagar as contas, e eventualmente, quando sobra, guarda algum dinheiro ou realiza algum sonho.
O problema é que isso se transforma em um ciclo vicioso e prejudicial na construção de uma vida equilibrada e segura financeiramente.
Não há um plano de segurança, não há uma perspectiva de um futuro próspero, não há certeza de que algum sonho possa ser realizado.
Esse modelo de direcionamento do dinheiro não irá levar você a lugar algum, pois você não está trabalhando para você, mas sim para os outros.
Por quê?
Porque desta forma, tudo o que você recebe não é seu, é dos outros.
Mas você pode dizer: Claro que é tudo meu, eu recebo meu salário e ele é todo meu!
Na verdade ele não é seu, ele é da loja de roupas, do mercado, da concessionária quando você paga a prestação do carro, da escola do seu filho etc.
Não é seu!
Você apenas está direcionando o seu dinheiro para o enriquecimento dos outros, e não para o seu!
É preciso mudar o direcionamento do seu dinheiro.
Se você trabalha muito para conseguir seu salário no final do mês, nada mais justo que você destine parte desse dinheiro para você.
Para isso, pague você primeiro, depois pague suas contas.
Pague-se primeiro, depois pague suas contas.
Em vez de pagar primeiro suas despesas, suas contas, e guardar o que sobra (quando sobra), faça ao contrário.
Pague você primeiro!
Reserve um dinheiro para sua aposentadoria, para investimentos, para construir uma reserva de emergência, e para seus objetivos financeiros.
Feito isso, aí sim você deve se ajustar e direcionar seu dinheiro para as outras coisas.
Mas como posso fazer isso? Você pode estar se perguntando.
Vou deixar de pagar as contas para investir, ou para comprar o carro dos meus sonhos?
Certamente que não!
O guia como administrar meu dinheiro é para ajudar você a acumular riqueza e não para acumular dívidas! 😉
A ideia aqui é que você tenha um pensamento (e uma atitude) diferente da maioria.
Sabemos que nenhuma renda será o suficiente, é preciso escolher para onde você quer que seu dinheiro vá.
Até mesmo os mais ricos fizeram escolhas para enriquecerem e ainda fazem para se manterem ricos.
Com o pensamento e a atitude de pagar-se primeiro, você estará fazendo uma inversão de valores.
Você estará dando prioridade às escolhas financeiras que enriquecem você, e deixando em segundo plano as escolhas financeiras que empobrecem você e enriquecem os outros.
COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO: SEU COMPORTAMENTO FINANCEIRO É TESTADO A TODO TEMPO! COMO EVITAR ISSO?

Responda para você mesmo:
Porque muitas pessoas falham na administração do dinheiro?
Porque profissionais altamente capacitados e instruídos como médicos, administradores, contadores, advogados, e até mesmo economistas também falham com o dinheiro?
A resposta é bastante simples: Porque a informação por si só não é o suficiente!
Quando se trata de administrar bem o dinheiro, 80% (ou mais) do sucesso de longo prazo está no comportamento e nas tomadas de decisões da vida financeira.
80% gira em torno do que se faz em relação a poupar, gastar e investir, os outros 20% apenas, vem de saber o que fazer.
Este trecho do livro Investimentos para médicos da Editora Sanar mostra uma visão muito clara do que realmente faz a diferença quando o assunto é administrar bem o dinheiro:
“Ainda existe uma visão bastante disseminada de que médico é rico e muitos deles buscam manter esse status frente a seus pares e sociedade, elevando demasiadamente suas despesas, num momento em que as receitas estão depreciadas. Essa armadilha tem levado muitos profissionais a conviverem com perigosos níveis de endividamento ou até mesmo não conseguindo investir parte do que ganham para o futuro” (o grifo é meu).
Veja que as partes grifadas dizem respeito a alguns comportamentos financeiros:
- Assumir um status que não condiz com a realidade financeira;
- Gastar mais do que ganha;
- Não poupar para investir;
- Fazer dívidas.
Esse tipo de comportamento não é privilégio somente de uma classe ou profissão, é mais comum do que imaginamos.
O comportamento financeiro inadequado é responsável por levar muitas pessoas e famílias a se endividarem comprometendo o futuro e a realização de sonhos.
Na realidade esses comportamentos são erros financeiros banais que fazem você perder dinheiro (milhões).
Infelizmente as armadilhas de nossa sociedade consumista fazem com que nosso comportamento financeiro seja testado a todo o tempo.
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Poupamos para a aposentadoria ou para a TV de 51 polegadas?
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Guardamos esse dinheiro para um imprevisto, ou trocamos o carro?
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Economizamos e poupamos para comprar à vista, ou compramos parcelado?
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Mas o que fazer então?
Como administrar meu dinheiro com eficácia diante de tantas situações em que nosso comportamento é testado?
A solução está em ter um sistema capaz de poupar e direcionar seus gastos e seus investimentos de forma automática.
Um sistema simplificado em que seu comportamento não seja testado a todo o momento, mas que seu dinheiro esteja indo para o lugar que você direcionou.
Este é o ponto chave do guia Como Administrar Meu Dinheiro.
Vou mostrar exatamente como esse sistema funciona e como você deve configurá-lo.
COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO: CONFIGURANDO SEU SISTEMA PARA ECONOMIZAR, INVESTIR E PAGAR AS CONTAS ENQUANTO VOCÊ DORME

De maneira geral você deve configurar seu sistema levando em conta 5 condições essenciais que irão garantir sua segurança e sua tranqüilidade financeira.
Primeiro vamos detalhar essas 5 condições essenciais para que você compreenda a importância de cada uma delas, e porque elas devem fazer parte do seu sistema.
Logo depois, você terá a oportunidade de colocar tudo o que você aprender na prática, ok?
Vamos lá!
Condição #01-Garantindo um futuro próspero e tranquilo

Todos vão envelhecer um dia, não há dúvida!
Você está se preparando financeiramente para garantir o seu padrão de vida na velhice?
Esse é o primeiro ponto a ser considerado em seu sistema de administração do dinheiro: Programar uma contribuição previdenciária.
No Brasil o sistema previdenciário conta com 3 categorias diferentes:
- O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que incluem todos os trabalhadores que contribuem para o INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social;
- Os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) que incluem os servidores públicos estaduais e municipais;
- E por fim a Previdência Complementar que é um regime de previdência opcional para o trabalhador.
Se você é trabalhador com carteira assinada ou funcionário público, você não precisa fazer nada para programar uma contribuição previdenciária.
Isso porque você já contribui automaticamente com o desconto na sua folha de pagamento, certo?
Agora, se você não possui carteira assinada, (trabalha como autônomo, por exemplo) você deve destinar um percentual da sua renda para a previdência.
Quanto você deve destinar da sua renda para previdência?
Aqui vamos considerar um percentual mínimo sugerido de 10% da sua renda.
Esse percentual é apenas uma sugestão neste momento.
Quando você entender como todo o sistema funciona, e for colocá-lo em prática, você verá que esse percentual poderá ser alterado a seu critério ou necessidade.
Condição #02-Investindo para uma reserva de emergência, para aposentar-se mais cedo e para conquistar a sua independência financeira

Destine no mínimo 10% da sua renda para investimentos e reserva de emergência.
Esse valor deve ser destinado para formação de uma reserva de emergência e para aquisição de ativos que possam lhe proporcionar uma renda passiva.
A reserva de emergência é para sua segurança caso aconteça algo imprevisto que precise de dinheiro.
Uma renda passiva proporcionada através da aquisição de ativos, é para que você não dependa somente do INSS quando for se aposentar.
Se você não possui uma reserva para emergência, primeiro destine este percentual para formá-la.
Quando você atingir pelo menos 10 vezes o valor das suas despesas mensais, reserve este valor para possíveis imprevistos, e logo em seguida inicie uma poupança para aquisição de ativos.
Condição #03-Colocando seus sonhos e seus objetivos financeiros no caminho certo para serem realizados

Nunca é tarde para ter um novo objetivo ou sonhar um sonho novo – C.S.LEWIS
Como já mencionei no início, educar-se financeiramente não é só aprender a poupar, poupar e poupar para o futuro, e deixar seus sonhos de lado.
Ao contrário, a educação financeira nos mostra o equilíbrio entre garantir um futuro próspero e aproveitar o presente realizando nossos sonhos.
Uma casa nova, trocar o carro, um aparelho de última geração, a faculdade dos filhos, pagar uma dívida, a viagem para Índia…
Todos nós temos sonhos não é mesmo?
Quais são os seus sonhos?
Quais são seus objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo?
Em seu sistema você deve direcionar 20% da sua renda para alcançar seus sonhos e seus objetivos financeiros.
Distribua esses 20% entre seus objetivos de curto, médio e longo prazo.
Já escrevi um artigo no Guia das Finanças sobre Como Definir seus Objetivos Financeiros, ele pode ajudar você nesta tarefa.
Lá você também poderá baixar gratuitamente uma planilha que calculao quanto você deve poupar para alcançar um objetivo financeiro.
Condição #04-Pagando suas despesas básicas obrigatórias

Direcione 55% da sua renda para despesas obrigatórias.
Esse percentual deve ser direcionado para suas despesas básicas como alimentação, saúde, educação, transporte, vestuário, moradia etc.
Essa parte do seu sistema é sem dúvida a mais sensível, é aqui que você poderá encontrar as maiores dificuldades.
As dificuldades poderão surgir caso você esteja seguindo o fluxo do dinheiro onde você paga os outros primeiro, e só depois, se sobrar, você se paga (já vimos isso, lembra?)
Chegou a hora de inverter esses valores e ajustar o fluxo das suas despesas para a realização de seus sonhos e para o seu enriquecimento financeiro.
Superar essas dificuldades poderá não ser muito fácil no início, mas será muito gratificante quando você perceber que seu futuro está garantido, e que seus sonhos estão sendo realizados.
Após o ajuste das suas despesas básicas, também será importante um acompanhamento dos gastos para que suas despesas não ultrapassem o limite dos 55%.
Assim você garantirá que o fluxo do dinheiro dentro do seu sistema não seja quebrado ou interrompido.
Condição #05-Gastando dinheiro sem culpa

Imagine essa situação:
- Você não tem preocupação com seu futuro financeiro, pois sua aposentadoria está sendo garantida com suas contribuições previdenciárias;
- Você não estará totalmente dependente da previdência (como o INSS, por exemplo) em sua velhice, pois está investindo todos os meses e aumentando sua coluna de ativos;
- Você está protegido contra imprevistos financeiros, pois mantém uma reserva de emergência para lhe socorrer caso necessário;
- Você está no caminho da realização dos seus sonhos e seus objetivos financeiros, pois a cada mês você tem à sua disposição parte da sua renda exclusivamente para isso;
- Você satisfaz suas necessidades básicas e paga suas contas todos os meses em dia.
Isso não é magnífico? Certamente que sim!
O que você viu até agora no guia Como administrar meu dinheiro irá lhe proporcionar tudo isso!
Não é incrível?
Mas não acaba por aqui, até agora você programou apenas 95% da sua renda em seu sistema.
Portanto você ainda tem 5% para fazer o que quiser com esse dinheiro.
Quando digo o que quiser, é o que quiser mesmo!
É gastar sem culpa, é torrar o dinheiro sem se preocupar se ele vai fazer falta ou não.
Isso não é ótimo?
Veja no infográfico como ficará organizada sua vida financeira e o fluxo de seu dinheiro:

Agora que você já sabe como ficará o fluxo de seu dinheiro, você precisa fazer com que ele funcione sozinho.
Quando digo sozinho, quero dizer que você deve colocar seu sistema para funcionar sem nenhuma interferência, ou pelo menos com o mínimo de interferência possível.
Para isso você deve fazer com que tudo se torne automático.
COMO ADMINISTRAR MEU DINHEIRO: AUTOMATIZANDO SEU SISTEMA

Quando você coloca seu sistema no piloto automático você não precisa se preocupar com o fluxo do seu dinheiro.
O seu comportamento de gastos, poupança e investimentos será totalmente automatizado e você não será testado a direcionar sua renda para outro lugar diferente do que está programado.
Como automatizar seu sistema?
Simples, coloque tudo no débito automático.
Colocando seus investimentos e suas contas no débito automático você não precisará se preocupar para onde seu dinheiro está indo.
Isso vai lhe dar mais tranquilidade financeira e mais tempo para fazer o que gosta.
Veja um exemplo de como automatizar o fluxo do seu dinheiro e colocar tudo no débito automático:

Bem, agora que você já sabe exatamente como tudo deve funcionar, não procrastine com seu dinheiro deixando para depois.
Pense em todos os benefícios que você terá mantendo esse sistema funcionando corretamente.
Vamos colocar o seu sistema para funcionar passo a passo?
PASSO A PASSO: COMO COLOCAR SEU SISTEMA PARA FUNCIONAR (NA PRÁTICA UTILIZANDO UMA PLANILHA GRATUITA)

Tudo o que você viu até agora não é algo engessado, o sistema é totalmente flexível e pode ser adaptado para qualquer pessoa ou família.
Você pode querer destinar 30% da sua renda para construir ativos e reduzir suas despesas básicas para 45% por exemplo.
Não há problema algum nisso!
O importante é que todas as condições básicas estejam garantidas no fluxo do seu dinheiro.
Para facilitar a programação e o controle do seu sistema você pode baixar gratuitamente a Planilha: Como Administrar Meu Dinheiro aqui.
Com ela você poderá definir os percentuais, ajustá-los e acompanhar o fluxo do seu dinheiro sem muito esforço passo a passo.
Baixe sua planilha gratuitamente aqui: Planilha Grátis

Conclusão: Conhecimento e o Sucesso Financeiro
Espero que o guia Como Administrar Meu Dinheiro seja útil para você.
Coloque-o em prática, mesmo se você não sentir segurança quanto à eficácia do sistema.
Posso lhe garantir que apesar de simplificado, colocando esse sistema em prática você estará dando um grande passo para uma vida financeiramente equilibrada e um futuro próspero.
Você não terá todas as respostas neste guia, e também não deve se limitar a ele.
Mas certamente muitas perguntas só surgirão se você colocar a mão na massa e executá-lo.
Mesmo que aos poucos você tenha que adaptá-lo à sua realidade, os princípios básicos deste guia podem mudar sua vida financeira para sempre.
Busque cada vez mais conhecimento sobre educação financeira e construção de riquezas.
O sucesso financeiro vem do conhecimento que você aplica em suas decisões e em suas ações do dia a dia.
Caso tenha alguma dúvida, dificuldade ou sugestão, deixe seu comentário logo abaixo e eu prometo responder na medida do possível.
Controle, crescimento e sucesso na sua vida financeira!